No documentário “Home”, Yann Arthus-Bertrand leva-nos numa viagem original à volta da Terra, para que possamos contemplá-la e entendê-la.
“Home” vai ajudar-nos a perceber a nossa relação com o nosso planeta. Serão revelados, em simultâneo, as preciosidades que ela nos oferece e as marcas que deixamos para trás, com um único objectivo: encorajar-nos a proteger o nosso Mundo!
fonte: http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=25258&e_id=&c_id=8&dif=tv
Caso não consiga ver, acesse o YOUTUBE e veja direto por lá.
idioma: espanhol
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“Zeitgeist” é um polémico documentário amador ramificado em três partes distintas. O título surge de um termo alemão que significa “Espírito do Tempo“, e que é atribuído segundo alguns dos maiores filósofos alemães ao avanço intelectual e cultural do mundo, numa determinada época. Realizado, produzido e escrito pelo anónimo Peter Joseph, “Zeitgeist” foi lançado pela primeira vez no serviço Google Video, em Junho de 2007, tornando-se em poucas semanas o filme mais visto de sempre alojado nos servidores da Google (8 Milhões no final de Novembro, sendo que foi retirada desde dessa altura o contador, ninguém sabe bem porquê). (continue a ler)
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Estava vendo o jornal, aqui na net, quando me deparei com esta matéria e chamei a minha esposa para compartilhar. E assim, iniciamos uma pequena conversa:
- Amor, eu suponho que o que foi jogado na fossa foi carbureto.
- Mas por que você acha isso?
- Há ditados populares que recomendam jogar carbureto para tirar o cheiro da fossa.
- E isto dá certo?
- Para tirar o cheiro por alguns dias, sim, mas é uma medida completamente paliativa.
- Por que paliativa?
- Paliativa, por que o que dá cheiro à fossa é o material orgânico presente, vulgo “cocô”. E o carbureto não vai destruir o material orgânico. Em breve o “cheiro de fedor” vai voltar. eheheh
- Mas, o que fazer então?
- O mais simples seria retirar este material orgânico da fossa e descartá-lo em local apropriado. Há desentupidoras especializadas nisso, mas o preço é um pouco salgado para a população mais carente, ficando impraticável para eles.
- Então o que a população mais carente deve fazer?
- As mesmas coisas que as desentupidoras fariam, ou seja, retirar o material orgânico e descartá-lo em local apropriado ou enterrar. O problema é que este método pode ser um pouco desagradável, pois o material deverá ser retirado com um balde e com a força dos braços.
- Mas o que ocorreu neste caso?
- Na fossa há a presença de, no mínimo, dois gases. Um deles é o metano.
- O metano não é aquele das flatulências?
- Esse mesmo, amor! Por isso ele é encontrado na fossa. O metano também é conhecido como gás do brejo ou gás dos pântanos e tem formula CH4. E, por incrível que pareça, ele é o nosso GNV – o gás com que algumas pessoas abastecem o carro. Incrível né?
- É incrível. Mas voltando ao assunto da fossa…
- Então voltando à fossa… O outro gás é, na verdade, uma classe de gases, à base de enxofre, como o ácido sulfuroso (H2S) e as mercaptanas, que são inúmeras. São estes gases que dão o cheiro de fedor. [risos]
- E o bacana é que as mercaptanas, na sua grande maioria, são extremamente fedidas. Por isso elas são adicionadas ao gás de cozinha. Para dar cheiro de fedor e assim possamos identificar um possível vazamento do gás. Legal né?
- Ei, mas por que a fossa explodiu?
- A fossa está fechada e com uma grande quantidade de metano que pega fogo. Aí o pessoal joga carbureto que em contato com água produz gás acetileno, hidróxido de cálcio e uma grande quantidade de calor que os químicos chamam de reação exotérmica (exo= externo; térmica=calor).
- O gás acetileno é o gás utilizado nos maçaricos. Então, dá pra imaginar o que ocorre?
- Nossa, dois gases extremamente inflamáveis e sob determinada pressão. Temos uma bomba!
- Exatamente. E o outro produto produzido pelo carbureto, o hidróxido de cálcio – que é uma base forte, conhecida pelo pessoal como CAL HIDRATADA – pode provocar queimadura química.
- Nossa então além de queimar com calor queima quimicamente?
- Sim, e como….
- Nossa, mômô, como você sabe tudo isso??? Bem que você podia mandar para a RPC e para os bombeiros, pois eles não souberam dizer porque a explosão ocorreu.
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O cartesianismo transformou radicalmente a relação do homem com a natureza e do homem com a sociedade. Como conseqüência do desenvolvimento da técnica, o homem afastou-se da natureza, tomando-a como um objeto a ser dominado. Mas o homem retorna à natureza, aqui no caso às montanhas, visando resgatar um prazer “perdido”; entretanto, acaba desenvolvendo ainda uma relação de domínio na figura do “desempenho”. Sendo que, através disso, acaba se alienando do que faz e do que é. Veremos neste trabalho, de que forma estas questões se refletem na história da relação do homem com as montanhas em geral e especificamente com o Morro Anhangava situado na região metropolitana de Curitiba-Pr.
Palavras chave: Montanhismo. Alpinismo. Marcuse. Mecanicismo.
Para saber mais:
Leia o ARTIGO: DESEMPENHO E MONTANHISMO
ou
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Companheiros de Fumaça.
Segue apresentação bem didática sobre as situações de risco.
A pedidos do Gava
1. Apostila de combate a incendios florestais
2. Combate a incendios florestais
3. Situação de risco
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[continuação da "Reação de saponificação a reação de engolir sapos']
Chegando em casa, fui pesquisar. Depois de muitas pesquisas, achei uma frase que me chamou muito a atenção: “as cinzas são ricas em alguns óxidos metálicos, tais como óxido magnésio, óxido de cálcio, dentre outros”.
Bingo!!!
Por isso é possível fazer sabão com cinzas. Devido às cinzas serem ricas em óxidos metálicos. Estes óxidos têm características ALCALINAS e quando entram em contato com água formam álcalis (bases) tal como a SODA CÁUSTICA. É claro!!! Por isso que a minha vó comentou que para fazer sabão ela usava uma GRANDE QUANTIDADE de cinzas. As cinzas são uma mistura rica em óxidos, mas como não é um único óxido e sim uma mistura de substâncias, ela vai precisar de muitas cinzas para ter uma concentração próxima à da soda comprada. Dãããã – Como eu não pude pensar nisso antes?!?!?
Com essa descoberta, me bateu um remorso. E lá fui eu para a casa da minha vó para me desculpar.
Chegando, bato palmas e logo ela sai caminhando suavemente através da garagem. O sol realça as marcas do tempo em seu rosto e ao me olhar ela abre aquele sorriso lindo que só a minha vó sabe dar. Ela se aproxima e me afaga com um abraço carinhoso de mãe2. E, carinhosamente me convida a entrar e a tomar um chá com ela.
Ela corre para frente do fogão para esquentar a água – feliz da vida. Para ela, era indiferente eu me desculpar ou não, pois o importante era a minha visita.
Eu tentei não fugir do real motivo que estava ali. Relutei, e com uma vergonha imensa, comecei a me desculpar:
- Sabe vó, aquela ultima vez que vim aqui… Eu cheguei aqui um tanto petulante, sabe? Com o REI NA BARRIGA. Então, eu queria…
Suavemente a minha vó se vira e pergunta:
- Mas e daí? Você viu o porquê de a gente fazer sabão com cinzas?
Eu, com uma cara de espanto, olho para a minha vó e pergunto:
- Como assim, vó?
E ela: – Ué, você não veio me explicar o porquê da gente fazer sabão com cinzas?
Sem jeito, comecei a me perder nas palavras.
- É, também, vó…sabe…não…é que eu estava com o rei, sabia tudo, errei, eu queria…
E ela, dando gargalhadas do meu jeito, me interrompe.
- Chiii, meu netinho querido, cheirou cola?!?!?!
- Claro que não, né, vó!!!
- Então, esquece o que não é importante e me explica de uma vez o porquê da gente fazer sabão com cinzas?
Ainda assustado, comecei a explicar.
- Vó, a gente usa as cinzas porque elas têm ingredientes parecidos com os da soda, só que em menor quantidade. Por isso a vó usa uma grande quantidade de cinzas.
- Mas que ingrediente é esse? E como vocês que estudam chamam estes ingredientes?
- Estes ingredientes são chamados, na química, de óxidos. A partir do óxido de sódio a gente pode obter o hidróxido de sódio que a vó conhece como SODA.
- Então quer dizer que a soda cáustica que eu compro no seu Alfredo é feita a partir do óxido que pode ser encontrado nas cinzas?
- Não, vó. Industrialmente, a soda é feita a partir do sal de cozinha. Através de uma reação que na química a gente chama de eletrólise – reação que precisa de eletricidade para ocorrer.
- Chiii. Agora eu não entendi nada. A soda não é feita das mesmas coisas que as cinzas? Nas cinzas não tem soda?
- Vó, nas cinzas há muitos compostos. E uma grande parte deles podem resultar, quando em contato com a água, em compostos parecidos com a soda. Mas, não é a soda.
- Vamos ver se eu entendi. Quer dizer que a Soda que eu compro no seu Alfredo é feita do sal de cozinha com a ajuda da corrente elétrica. E que nas cinzas tem compostos que precisam de água para produzir um composto parecido com a soda, mas que não é a soda. Em alguns casos, dependendo da composição das cinzas, somente uma pequenina parte, mas muito pequena, destas cinzas é que pode produzir a soda. Devido a tudo isso que eu preciso de muitas cinzas para fazer o sabão. Estou correta?
- Isso mesmo, Vó.
- Nossa filho, como eu gostaria de ter aprendido tudo isso antes. Mas sabe, na minha época a gente não tinha muita escolha, ou a gente estudava e morria de fome ou trabalhava e ficava sem estudar. Ainda bem que os tempos mudaram e você teve a oportunidade de estudar e agora eu tenho um neto que pode me explicar tudo o que eu antes não aprendi.
E eu com um sentimento misturado com remorso e felicidade, desabafei:
- É vó, hoje eu aprendi uma grande lição.
- E que lição foi?
- Que a teoria é muito importante para entendermos o mundo, mas que ela sem a prática não é grande coisa. E as muitas pessoas que estudam e acham que sabem tudo vão acabar por engolir muito sapo, como eu.
A minha vó não falou nada.
Aproveitei o silêncio e me despedi com o mesmo carinho com que fui recebido. E fui embora. Agora sem sapo entalado. Mas com uma queimação horrível provocada pelo nervosismo da situação – vergonha é uma desgraça. Ao chegar em casa, perguntei pra minha mãe:
- Mãe, o que é bom pra queimação?
- Dissolve brasa na água que é bom! É um santo remédio para queimação.
- Como assim dissolve água na brasa? Com quem você aprendeu essa coisa ridícula, mãe?
- Com a sua vó…
Eu ri, e escutei ao longe o coaxar dos sapos, só que desta vez, eles não vão entrar pela minha boca.
Mas afinal, ainda sobra uma pergunta: Por que a brasa dissolvida em água é um santo remédio para a queimação?
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Fonte da figura: http://chutandobalde.wordpress.com/2008/03/10/engolindo-sapos
A primeira vez que efetuei uma reação de saponificação foi no laboratório do colégio. Lá pela década de 90, creio eu.
Lembro da emoção que vivi quando cheguei no laboratório. Dirigi-me para a minha bancada, tirei da bolsa a minha marcha analítica e fui para a prática. Separei vidrarias, reagentes e todo o material que utilizaria – que emoção. Eu estava todo extasiado, também não era pra menos, depois de tantas reações sem aplicação no meu dia-a-dia, agora eu teria uma reação a qual poderia contar para o mundo, e principalmente, compartilhar com a minha família.
Mãos à obra. Misturei aqueci, esfriei, mexi, etc, etc, etc. Após algum tempo, lá estava eu com o tão desejado produto. Mas, ao olhá-lo depois de pronto, fiquei um tanto decepcionado. Também pudera, estava ansioso para levar para casa uma ‘barra de sabão’ como as que eu comprava no mercado e não um ‘grão de sabão’ como eu acabara de produzir. Infelizmente, não pude levar o produto para “mostrar para o mundo”. Tive apenas que ficar com a história pra contar.
E eu me recordo de contar para todos da minha família. O mais interessante foi compartilhar esta descoberta científica com minha vó materna. Ela, uma pessoa humilde, com a quarta série do primário incompleta, do sítio e sem conhecimentos científicos como os meus – que pretensão a minha.
Cheguei e lá fui eu: Olá Vó, sabe… agora eu sei fazer sabão. Escutou vó, S-A-B-Ã-O. Uma coisa útil e que auxilia a todas as pessoas do mundo, todos os dias.
E ela: – Eu sei e daí?
- Como assim vó, e daí? Que falta de sensibilidade. Bom, mesmo assim vou explicar pra senhora como fazer o sabão. Para que a senhora possa ter acesso a este maravilhoso ensinamento que a ciência me proporcionou.
E comecei a explicar. E ela com o seu jeito de vó, toda atenciosa, prestando atenção a palavra por palavra da minha explicação.
- Então vó, para fazer o sabão nós utilizamos alguns reagentes.
E minha vó: Reagentes? Mas o que são reagentes?
- Reagente, vó, é o nome técnico para ingrediente, neste caso os que utilizei para fazer o sabão, entendeu?
E ela na sua paciência de vó, balançou a cabeça afirmativamente.
Continuei a explicar:
- Os reagentes que eu utilizei foram o éster de ácido graxo e um hidróxido, de preferência o hidróxido de sódio de fórmula NaOH, ok vó?
- N-a-O-H? Ácido? Graxa? E o que a Ester tem a ver com essa historia de fazer sabão? - indagou minha vó. Eu faço sabão com banha de porco e soda! E quando não tenho soda, uso cinza de fogueira!
- Como assim vó? Você já fez sabão? Mas não tem como usar cinzas de fogueira para fazer sabão… ACHO que a senhora esta enganada.
Ela, sem afirmar ou negar, vai até um armário e pega duas enormes barras de sabão – uma feita com soda e a outra com cinzas e me dá as duas de presente.
Eu, de cima do meu pedestal científico-intelectual, despenquei de cara no chão. Escondi rapidamente meu singelo ‘ grão de sabão’, presente que iria dar a ela para demonstrar minha sapiência…
Aceitei o presente e saí com “o rabo entre as pernas” e um sapo entalado na garganta. Pensei que fosse ensinar e no final das contas saí da casa da minha vó com uma grande dúvida – por que será que dá para fazer sabão com cinzas?
[CONTINUA]
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