* Qual o livro a que me refiro?

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Eu adoro ler e acredito que a leitura transforma o mundo. Pensando nesta possível transformação, retirei alguns fragmentos de um livro ‘muito profundo’ e que já marcou e marcará muitas pessoas com suas passagens simples e extremamente filosóficas. Os fragmentos são:“Tu julgará a ti mesmo … – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti. És um verdadeiro sábio.”

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos”

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

Mas, qual o livro a que me refiro? Você já o leu? O que achou? Dê o seu comentário.

* A química nos utensílios de cozinha

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Na cozinha, como em outras partes de nossa casa, ocorrem inúmeras reações químicas, das quais nem sequer nos damos conta. Aproveitando o gancho de uma discussão que tive em sala, apresento mais um capítulo do formidável ‘mundo da química’, utilizando como eixo propulsor os utensílio de cozinha.

Pedra sabão

Pode liberar cálcio, ferro magnésio e manganês, minerais importantes para o organismo.
Pode liberar níquel, metal tóxico, se não for curada (para isso, unte a panela por dentro e por fora com óleo vegetal refinado, encha com água em temperatura ambiente e leve ao forno, a 200oC, por duas horas; retire do forno quando esfriar totalmente; repita o procedimento antes do primeiro uso).
Redobre a atenção na hora de limpá-la: com o tempo o material pode ficar poroso e restes restos de alimento, favorecendo a proliferação de microorganismos.

Ferro

Libera ferro, que ajuda a prevenir a anemia, tornando-a especialmente indicada para grupos com necessidade do mineral, como atletas, crianças, gestantes e vegetarianos. Também pode liberar manganês.
Evite guardar alimentos nela por muito tempo, já que a liberação excessiva desses metais pode comprometer o sabor da comida e causar desconforto intestinal.
Não use para cozinhar vegetais como cenoura e chuchu, que podem ficar muito escuros.
Para higienizá-las e prevenir a ferrugem, lave, seque com pano ou papel absorvente, finalize na chama do fogão e, depois de fria, unte com óleo vegetal.

Aço inoxidável

Material composto por ferro, cromo e níquel, além de outros metais em quantidades menores.
Libera pequenas quantidades desses minerais nos três primeiros usos. Depois a migração passa a ser insignificante.
Para evitar a ingestão do níquel ferva água nos três primeiros usos. Depois disso ela esta pronta para o uso.
Para evitar que a panela escureça, não use cloro nem água com sal na limpeza, apenas água e detergente neutro.

Antiaderente

Evita que o metal de sua estrutura, geralmente alumínio, migre para o alimento.
Há hipótese de que o material quando exposto ao calor e em contato com proteínas forme compostos indesejáveis. Por isso é recomendável evitar preparar neles alimentos com alto teor protéico (ovo e carne).
Para não riscar o ou remover o antiaderente, evite polir com esponja, use apenas espátulas plásticas ou de madeira e não deixe a panela vazia na chama do fogão por muito tempo em altas temperaturas.

Vidro

Não libera metais. Esse material é recomendado para guardar alimentos por longo período.
Tome cuidado para não queimar a comida, já que esse tipo de panela aquece de forma rápida e não aquece por igual (o lado esquenta primeiro).
Utilize para frituras e evite usar em preparações com baixo teor de água,que tendem a ressecar.

Alumínio

Assim como o vidro , é um bom material para preparar frituras
Libera alumínio, cuja influencia na saúde humana ainda é controversa. Alguns procedimentos podem diminuir a migração.
Antes do primeiro uso ferva água algumas vezes até aparecer uma marca escura no interior do utensílio. Não tente remover a mancha com esponja ou vinagre.
Evite ferver água, cozinhar ou armazenar alimentos ácidos e aquosos, como iogurte ou molho de tomate.
Evite polir a parte interna com esponja ou limpá-las com substancias como vinagre ou limão.

Esmaltada

O esmalte evita a migração dos metais que constituem a panela. Por isso é um bom material para guardar alimentos.
Não use utensílios fabricados antes de 1985, pois, pela inexistência de legislação à época, a tinta pode conter metais tóxicos.
Para não riscar o ou remover o esmalte, evite polir com esponja, use apenas espátulas plásticas ou de madeira.

Cerâmica

Não use cerâmicas antigas, artesanais ou decorativas para preparar alimentos. As tintas e os vidrados (produtos que Server para vitrificar o material) usados até a decada de 80 podem conter chumbo e cádmio, que são metais tóxicos.
Quando novo, é um bom recipiente para guardar alimentos.

Barro

Antes de usar, cure o utensílio para que ele fique mais impermeabilizado: adicione de duas a três colheres (sopa) de óleo refinado, leve ao forno e desligue quando a fumaça começar a escurecer.
Evite usar preparação com baixo conteúdo de água, pois elas tendem a ressecar.

Cobre

Evite-as. A migração de cobre para alimento pode fazer muito mal a saúde, caso consumido em excesso. É recomendada a que são revestidas internamente com titânio, antiaderente ou aço inoxidável por não apresentares problemas.

Plástico

Libera algumas substâncias, cuja influência na saúde humana ainda é controversa. Evite armazenar alimentos por longos períodos nestes recipientes.

Textos retirados de:
“Toxicologia dos metais pesados” disponível em: <http://www.mundodoquimico.hpg.ig.com.br/toxicologia_dos_metais_pesados.htm> Capturado em 10 de junho de 2007.
MARCHESE, M. “Influências do meio ambiente na saúde da mulher – Como evitar substâncias que causam ruptura endócrina” disponível em: <http://www.taps.org.br/Paginas/meiopoquim05.html> Capturado em 10 de junho de 2007.
WOLKE, R.L ; “O que Einstein disse a seu cozinheiro 2: mais ciência na cozinha”; tradução, Maria Inês duque estrada – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005
WOLKE, R.L ; “O que Einstein disse a seu cozinheiro 1: a ciência na cozinha: (inclui receitas)”; tradução Helena Londres – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003
Folha de São Paulo de 13 de abril de 2006 – Saúde na panela

* 1o de maio – Missa no Anhangava (ponto de vista)

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Em meu ponto de vista, todos tem direito à montanha. Os ambientes de montanha foram e são patrimônios da humanidade e isto deve consistir em uma preocupação por parte de todos.
Mas o que fazer em um primeiro de maio no qual a ação de impacto sobre o ambiente é por vezes muito maior em relação àquela que ocorre em praticamente todo ano? A esta pergunta posso apenas responder: NECESSITAMOS TER CONSCIÊNCIA.
Proibir é uma ação arbitrária e também demagógica. Pois, se esta for a solução, não deverá mais existir nem mesmo montanhismo, ambientalismo, ou quaisquer outros “ISMOS” (como já mencionado). Ou vocês acham que o montanhismo é a solução para a preservação das montanhas?
Perdoem-me colegas e companheiros de paixão (montanhismo e escalada), mas nós impactamos, e muito, a montanha. Como exemplo de tal condição cito o Everest. Há uma grande quantidade de entulho em seu cume e quem vocês acham que “sujou”? Com certeza não foi nenhuma missa. Quem sujou foram montanhistas, como nós.
Claro que há pessoas conscientes que iniciaram mutirões de limpeza, mas ainda há muita coisa lá em cima. Muitos podem pensar que os problemas das montanhas do Nepal não são de nossa responsabilidade e devemos nos preocupar com as montanhas daqui, com o ANHANGAVA!.
Se é apenas esta a preocupação, observem então a destruição que nós escaladores fazemos por aqui: já temos grampos em cerca de 130 vias – já fizeram o cálculo do número de grampos espalhados nas paredes do Anhangava? Temos agarras mais claras devido a ação do carbonato de magnésio, tal como na via branco no preto, por exemplo; agarras quebradas, como na via ‘meia lua’ ou até mesmo criadas (!) como o mono dedo na via ‘10o sinfonia’, fruto de uma retirada de grampo. Isso sem mencionar as bases das vias e até mesmo as trilhas, (semi) destruídas devido ao trânsito dos montanhistas e escaladores que pouco auxiliam na manutenção de suas bases.
E mesmo assim afirmam que somente os montanhistas e escaladores podem subir?
Me digam senhores montanhistas, o que seria do Anhangava sem o Dubois ou alguns poucos preocupados em preservá-lo?
É necessário ter consciência. Não vejo mal em a missa ocorrer, desde que esta traga benefícios ao ambiente. Se todo peregrino levasse uma pedra (quer penitencia maior?), poderia ser feita a manutenção da trilha ou então, em vez de carregar pedras, poderia realizar o replantio de mudas nativas ou coletar toda a sujeira, dentre tantas outras atividades possíveis de manutenção do ecossistema.
Acho que, ao invés de proibirmos a ação dos religiosos, devemos trabalhar para conscientizá-los. Através da educação e da conscientização alcançaremos um mundo melhor e mais sadio.
Um abraço hhs

Este texto, veio em resposta ao ‘debate sobre a proibição da missa no cume do Anhangava’.

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