* Leite falsificado – soda cáustica (NaOH) e água oxigenada (H2O2)

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leite

Retirado do site da polícia federal: http://www.apcf.org.br/%C3%81reaAberta/Not%C3%ADcias/tabid/233/ctl/Details/mid/610/ItemID/653/Default.aspx

Peritos encontraram mistura proibida

Durante a operação “Ouro Branco”, agentes e peritos técnicos da Polícia Federal, bem como do Ministério da Agricultura, fizeram levantamentos e perícias na sede da Copervale. Entre os produtos encontrados estavam aproximadamente mil litros da mistura supostamente proibida, pronta para ser misturada ao leite, bem como grande quantidade de soda cáustica, também utilizada na limpeza dos equipamentos. Tudo foi lacrado pelos peritos.

A princípio o leite desnatado e o de saquinho não teriam sido alvos da fraude, devido aos diferentes métodos de produção. Mesmo assim foram recolhidas amostras de todos os produtos, inclusive derivados, como queijos, manteiga e doce de leite, que serão encaminhadas ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, e para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), em Pedro Leopoldo (MG). Os resultados devem ficar prontos em cerca de uma semana e devem apontar detalhadamente quais as proporções de cada produto misturado ao leite. “Existem dúvidas sobre a propriedade de consumo”, explicou o promotor João Davina, que vai aguardar as análises para decidir se os estoques de leite podem ou não serem liberados para venda. Ele também deixou claro que vai agir de acordo com o interesse público, inclusive quanto a eventuais ações que possam surgir, através de pessoas que se sentirem lesadas, devido aos produtos fraudados já consumidos.

Ainda existe dúvida sobre os males que tais substâncias misturadas ao leite podem causar ao organismo, mas há suspeita inclusive de que propicie o surgimento de câncer em longo prazo, mas apenas os novos exames poderão esclarecer. Para o promotor, tanto os cooperados quanto os consumidores são vítimas da situação.

Fonte: Hedi Lamar Marques
Jornal da Manhã

Presa quadrilha acusada de adulterar leite

Grupo usava produtos como água oxigenada para aumentar o prazo de validade do produto, 
segundo a Polícia Federal. Dos 27 detidos, 26 são ligados a duas cooperativas mineiras; 
PF determina a coleta e a análise de amostras em outros Estados

A Polícia Federal prendeu ontem 27 pessoas suspeitas de adulterar leite longa vida integral de várias marcas. A quadrilha, segundo a PF, usava produtos impróprios para o consumo, como água oxigenada e citrato de sódio, para aumentar o prazo de validade do produto.

As prisões ocorreram nas cidades mineiras de Uberaba e de Passos. Dos detidos, 26 são ligados a duas cooperativas, que produziam cerca de 400 mil litros diários de leite (a produção nacional é de 68,5 milhões de litros por dia). O outro é do Ministério da Agricultura.

Entre os presos está um químico de Batatais (353 km de SP), que, segundo a PF, criou a fórmula usada pela cooperativa de Uberaba. O órgão diz que outras cooperativas do país podem usar o mesmo método.

A Direção Geral da PF determinou que sejam recolhidas amostras de leite em comércios locais para detectar se há irregularidades em mais Estados. Segundo o delegado-chefe da PF em Uberaba, Davidson José Chagas, funcionários da Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro), de Passos, e Copervale (Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande), de Uberaba, confirmaram a adição de produtos nocivos à saúde no leite.

Na Copervale, a PF apreendeu cerca de mil litros de uma solução aquosa que seria misturada ao leite. A cada litro de leite, cerca de 8% era constituído dessa mistura (água oxigenada, soda cáustica, ácido cítrico, citrato de sódio, sal e açúcar). A fórmula foi para análise.

A professora-doutora Mirna Lúcia Gigante, que estuda a área de tecnologia de leite e derivados na Unicamp, afirma que a mistura possivelmente foi usada para conservar e para aumentar o volume do leite.

Ela cita o citrato de sódio, cujo uso é permitido na fabricação do leite longa vida, e que atua como um conservante.

Mirna diz que outros componentes da mistura podem ter a função de mascarar a adição dos componentes ou manter o PH semelhante ao do leite “puro” para que a indústria não perceba que está comprando um leite modificado.

Edson Credidio, diretor da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), afirma que a água oxigenada tem um papel muito potente contra “bactérias anaeróbias” (que não utilizam oxigênio ) e que poderia ser usada para camuflar contaminantes bacterianos.

A PF investiga a fraude há quatro meses, acompanhada dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, a partir de denúncias. Amostras do leite foram analisadas pelo Ministério da Agricultura.

“O laboratório verificou alta alcalinidade e baixa acidez. O laudo diz que os produtos analisados são impróprios para o consumo humano”, diz Chagas.

Segundo ele, um outro laudo que deve indicar a quantidade dos produtos encontrados e possíveis efeitos na saúde ainda não foi entregue à PF.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que vai, preventivamente, monitorar as indústrias que utilizam leite dessas cooperativas.

A gerente de Vigilância em Alimentos da Secretaria da Saúde do Estado, Cláudia Parma, afirma que o departamento não foi notificado para recolher os produtos do mercado.

Segundo ela, o consumidor que sentir alterações na textura ou odor do leite deve comunicá-las à Vigilância Sanitária de cada município mineiro.

A PF afirma também que ao menos três fabricantes compravam o produto das duas cooperativas: Parmalat, Calu e Centenário. O órgão diz que não sabe para onde esse leite era enviado e vendido.

Os investigados deverão responder por crimes de falsificação e adulteração de produto alimentício e formação de quadrilha. As penas podem chegar a até oito anos de reclusão.

Leite não tem substâncias ilegais, diz empresa
Para Cooperativa, exames periódicos nunca constataram irregularidades

O conselheiro fiscal da Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro) -uma das investigadas na operação da Polícia Federal-, Emerson de Carvalho, afirmou que a cooperativa realiza exames periódicos no leite produzido pela empresa e que nunca foi constatada nenhuma irregularidade com a qualidade do produto.

“Estamos aguardando a nova análise das amostras recolhidas pela Polícia Federal”, disse ele ontem. Carvalho disse que a cooperativa, que tem sede em Passos, recebe leite de cerca de 2.000 pequenos produtores da região e que não utiliza substâncias ilegais.

“Vendemos parte de nossa produção para grandes empresas, como Parmalat, e industrializamos outra parte para venda”, disse Carvalho.

“Nossos compradores também possuem um alto nível de controle de qualidade, e nunca recebemos reclamação. Por isso temos que aguardar a contraprova”, afirmou Carvalho.

A Folha localizou o advogado da Copervale (Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande), de Uberaba, Paulo Pimenta, mas ele disse que estava em uma reunião e não poderia falar com a reportagem. A sede da cooperativa estava fechada na tarde de ontem. À noite, dirigentes e funcionários das duas cooperativas ainda prestavam depoimento à PF.

Fonte: PAULO PEIXOTO e RENATA BAPTISTA
AGÊNCIA FOLHA

Longa vida à base de soda cáustica e água oxigenada

OURO BRANCO – PF fecha cooperativas e recolhe amostras de leite em todo país

A Polícia Federal analisa amostras de leite vendido em todo o país depois da ação que descobriu ontem contaminação no produto que era comercializado para os Estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. A Operação Ouro Branco prendeu 27 pessoas ligadas a duas cooperativas nas cidades mineiras de Uberaba e Passos. Para aumentar o volume e o tempo de conservação, eram adicionadas ao leite longa vida substâncias como água oxigenada e soda cáustica.

A suspeita da PF é que a técnica tenha sido negociada e repassada a outras produtoras. Segundo os agentes federais, foram apreendidas notas fiscais de venda do leite da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) e da Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) para grandes empresas alimentícias, como as multinacionais Nestlé e Parmalat. Em nota, as empresas dizem não haver riscos no consumo de seus produtos.

Participaram da operação, além dos agentes da PF, promotores do Ministério Público Estadual e Federal. A fraude foi descoberta devido a denúncias de outras cooperativas e de ex-funcionários das empresas. Depois das denúncias, amostras de leite industrializado comprado das cooperativas foram analisadas.

- Foi constatado um nível de substâncias alcalinas acima do normal, o que torna o leite impróprio para consumo humano – contou o delegado Ricardo Ruiz da Silva, um dos coordenadores da Ouro Branco.

Nas sedes das cooperativas, os policiais apreenderam tonéis com substâncias usadas para batizar o leite. A Coopervale e a Casmil produziam 450 mil litros de leite por dia.

Técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – que ajudaram a PF nas análises – vão realizar novos testes com o leite recolhido. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária prefere esperar o resultado dos exames laboratoriais para decidir pela retirada ou não de produtos lácteos do mercado.

Fonte: Kayo Iglesias
Jornal do Brasil

27 presos por fraudar leite

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem 27 pessoas e desarticulou um esquema de crimes contra a saúde pública por meio da adição de substâncias químicas não permitidas ao leite longa vida, o que o tornava impróprio para consumo. Conforme as investigações do Ministério Público Federal (MPF), a Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale), em Uberaba, e a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), em Passos, são suspeitas de acrescentar ao leite soda cáustica (hidróxido de sódio) e água oxigenada (peróxido de hidrogênio).

As substâncias, de acordo com a PF, eram diluídas em água junto com outras, como citrato de sódio e ácido cítrico numa proporção de 10% do total, e usadas para aumentar a longevidade do produto, reduzindo sua acidez. O MPF alertou que as substâncias, se utilizadas em desacordo com os parâmetros químicos indicados, podem se transformar em poderosos agentes cancerígenos

Como parte da Operação Ouro Branco, foi determinado o recolhimento de amostras de leite longa vida em todo o País. Segundo a PF, notas apreendidas mostram que o produto adulterado era revendido pelas cooperativas para empresas como Parmalat e Calu, entre outras, que comercializavam o produto em embalagens próprias em todo território brasileiro. Procuradas pela reportagem, a Parmalat e a Calu negaram em nota adquirir leite dessas cooperativas.

Não há como, hoje, recolher todo produto que está no mercado porque as empresas recebem leite de várias cooperativas. Não há como saber, sem antes fazer uma análise, se o leite que está sendo vendido é impróprio para o consumo humano, observou o procurador Carlos Henrique Dumont.

A produção diária das cooperativas chegava a 400 mil litros (250 mil da Casmil e 150 mil da Coopervale). As Promotorias de Defesa do Consumidor em Uberaba e Passos determinaram a suspensão da produção e a apreensão dos estoques de leite de ambas. Dependendo das novas análises, a decisão pode ser mais abrangente, disse o promotor Cristiano Cassiolato referindo-se a uma eventual medida que leve à retirada de produtos das prateleiras.

Prisões. A PF informou no início da noite que cumpriu todos os 27 mandados de prisão temporária e realizou buscas e apreensões em diversos endereços nas cidades do Triângulo Mineiro e no sul do estado.

Entre os presos estão dirigentes da Coopervale e da Casmil apontados como possíveis chefes do esquema e funcionários das cooperativas. Em Passos, a PF vasculhou fábrica escritório e a residência do presidente da Casmil, Dácio Francisco Delfraro, que foi preso. Um químico responsável pela fórmula da substância também foi preso. Os nomes dos outros presos não foram divulgados.

Os agentes federais prenderam também dois funcionários do Serviço de Inspeção Federal responsáveis pela fiscalização das cooperativas em Passos e Uberaba. Obrigatoriamente ele (o fiscal) está dentro da empresa, acompanhando essa produção. Esse fiscal não tem como alegar que não sabia que o leite estava sendo adulterado, disse o delegado Willian Nascimento.

A estimativa do chefe da PF em Passos, Davidson Chagas, é de que os crimes eram praticados havia pelo menos dois anos.

Fonte: Eduardo Kattah
Agência Estado

27 PRESOS POR MISTURAR LEITE COM SODA CÁUSTICA

A Polícia Federal prendeu 27 pessoas suspeitas de adulterar leite longa vida integral usando soda cáustica e água oxigenada para aumentar o prazo de validade do produto. As duas substâncias utilizadas fora dos parâmetros químicos são cancerígenas. As cooperativas mineiras Coopervale e Casmil são suspeitas. Elas vendiam 400 mil litros de leite por mês para empresas de todo o País. A Associação de Supermercados aguarda informações para saber se o leite entrou no mercado baiano | ECONOMIA | PÁGINA 15

A doutora em ciências dos alimentos e professora da Universidade Federal da Bahia Maria Spínola Miranda alerta que o peróxido de hidrogênio (água oxigenada) pode acarretar males à flora intestinal, principalmente das crianças. Ingerido em grandes quantidades, pode causar ainda esofagite e gastrite. A substância danifica a membrana das células do estômago, provocando úlcera e erosão das paredes do órgão. Dependendo de sua concentração, pode até matar o consumidor.

Fonte: A Tarde/BA

* Propionato de clobetasol

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L………: Oi Hebert, tudo bem? Por acaso você tem algum material sobre o propionato de clobetasol?Procurei artigos sobre isso na internet, mas não consegui achar muita coisa. Talvez eu tenha procurado nos lugares errados. É uma pomada que um médico me receitou e que funciona bem, só que toda vez que outros médicos perguntam se eu uso algum medicamento, eles arregalam os olhos bem grande quando eu falo desse. Eu gostaria de saber, principalmente, a respeito de possíveis efeitos colaterais. Obrigada!

Propionato de clobetasol

 O propionato de clobetasol (21-cloro-9-fluor -11b,17-dihidróxi -16b -metilpregna-1,4-diene-3,20-dione 17-propionato Fórmula molecular: C25H32ClFO5) é um corticóide (explicação logo abaixo), comercialmente conhecido como PSOREX.

Geralmente, este medicamento é aplicado na forma de creme nos casos de doenças de pele tais como psoríase, eczemas, líquen plano e lúpus. Recomenda-se aplicar em uma pequena quantidade na área afetada, 1 a 2 vezes ao dia, até que ocorra a melhora.

Não recomenda-se usar por um período superior a 4 semanas ou em grandes áreas durante a gravidez. Crianças menores de 12 anos não devem utilizar. A utilização em face, regiões axilar e inguinal deve ser cuidadosa. Tratamento da psoríase requer acompanhamento cuidadoso. E não deve usar quem tem hipersensibilidade à droga.

Mesmo o medicamento sendo utilizado no tempo recomendado pode apresentar alterações locais como: ressecamento da pele, hipertricose, erupções acneiformes, hipopigmentação, dermatite perioral, dermatite de contato alérgica, infecção secundária, irritação, estrias e miliária, Síndrome de Cushing e supressão do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal com insuficiência glicocorticóide após retirada.

Corticóides

Os corticóides ou antiinflamatórios esteróides, são os antiinflamatórios mais eficazes disponíveis [e provavelmente uns dos mais vendidos]. Promovem uma melhora de várias manifestações clínicas. Embora possuam muitos benefícios, há risco de potenciais efeitos adversos vistos em vários tecidos orgânicos. Isto dependerá basicamente das doses empregadas e da duração do tratamento. Para casos agudos, geralmente a tolerância é boa, com os pacientes não apresentando qualquer problema. Para uso por longo tempo, porém, podem haver efeitos adversos graves.

A duração do tratamento com corticóides vai depender do tipo de doença básica que o paciente apresenta. Não há regra absoluta para seu uso. A eficácia dos corticóides nos processos inflamatórios reflete-se na diminuição da inflamação. As manifestações alérgicas também diminuem de modo satisfatório.

Efeitos adversos

Podem ocorrer efeitos adversos em casos de tratamento prolongado, como por exemplo a maior predisposição a infecções. São citados como efeitos adversos: redução da massa muscular, osteoporose, diabetes, úlcera péptica, modificações do humor e do psiquismo, edema, acúmulo de gordura na área posterior do pescoço (“pescoço de búfalo”) e na face (“face de lua”) e inibição do crescimento em crianças.

Em relação à gestação, a placenta é capaz de inativar os corticóides, não passando boa parte do remédio para o feto. Somente altas doses administradas à gestante podem provocar insuficiência adrenal no recém-nascido, que é reversível. Embora passem ao leite, não causam problemas para o bebê se as doses forem pequenas e administradas longe das mamadas.

Sabidamente, o uso crônico de corticóide traz inúmeros malefícios que interferem na qualidade de vida dos pacientes. Morbidades como intolerância a glicose, elevação dos níveis pressóricos, alteração do humor, osteopenia, osteonecrose, retenção de sódio, entre outras, nos levam a buscar outras opções de tratamento. Estudos recentes sugerem inclusive que o uso crônico de corticoesteróides, mesmo que em baixas doses, pode contribuir para perda irreversível de tecido cerebral em uma variedade de doenças auto-imunes.

Isso tudo no mínimo nos faz pensar:  tantos efeitos colaterais compensam sua utilização?  

Fontes:

* A mosca

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retirado de: http://monjaisshin.wordpress.com

      “Que possamos todos aprender a parar de resistir a realidade como ela é, parar de brigar com o mundo, parar de tentar controlar o incontrolável. Que possamos todos encontrar a verdadeira Paz e Tranqüilidade. Que possamos todos abrir o Olho de Sabedoria e o Coração de Compaixão que gera a Ação Correta.”

Monja Isshin

* Receitas – até isso agora…..

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Como me pediram….. aí vai!

Barrinha de Cereais Econômica
Ingredientes:
1 xícara de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de glucose de milho (karo)
1 xícara (café) de água
1 xícara de fibra de trigo
1 xícara de flocos de arroz
1 colher (sopa) de sementes de gergelim
3 colheres (sopa) de aveia grossa

Preparo:

Coloque em uma panela pequena, o açúcar, a glucose e água.
Leve ao fogo até o ponto de bala.
À parte, em uma vasilha, misture a fibra de trigo, a aveia, o gergelim e os flocos de arroz.
Coloque a calda em cima misturando tudo até formar uma bola.
Coloque em um papel alumínio untado e vá apertando com as mãos até ficar uma barra grande com uma espessura de aproximadamente 1 cm.
Corte as barrinhas e embale em papel filme.

Se quiser mais acesse:

http://tvtem.globo.com/culinaria/receita.asp?EditoriaID=6&codigo=2570

* A força da vida – nostalgia

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         Quando ficava triste costumava escutar uma música do Renato Russo, “La forza della vita“. Ao escutá-la, cantava junto, em alto e bom som. Minha família que tinha que aturar os meus desafinos. Era assim que eu espantava a amargura. Hoje, por acaso a escutei novamente, e me lembrei de como ela me fazia bem.

La forza della vita (tradução)

Composição: Renato Russo

mesmo quando nos mandamos embora
por raiva ou por covardia
por um amor inconsolável
mesmo quando em casa é o pior lugar pra se viver
e você chora e não sabe o que quer
acredite, há uma força dentro de nós, meu amor
mais forte do que um relâmpago
do que este mundo louco e inútil
é mais forte do que uma morte incompreensível
e do que esta saudade que nunca nos abandona

quando você tocar o fundo com os dedos
de repente sentirá a força da vida
que o trará consigo
amor, você não sabe
você verá que há uma saída

mesmo quando você come com dor
e no silêncio sente o coração
como um barulho insuportável
e não quer se levantar
e o mundo está inatingível
e mesmo quando a esperança
já não for suficiente

há uma vontade que esta morte desafia
é a nossa dignidade, a força da vida
que não se perguta nunca o que é a eternidade
ainda que haja quem a ofenda
ou quem lhe venda o além.

quando você sentir que a segura entre seus dedos
você a reconhecerá, a força da vida
que o trará consigo
não se deixe partir jamais
não me deixe sem você

mesmo dentro das prisões
da nossa hipocrisia
mesmo no fundo dos hospitais
na nova doença
há uma força que cuida de você
e que você reconhecerá
é a força mais teimosa que há em nós
que sonha e nunca se rende

é a vontade
mais frágil e infinita
a nossa dignidade
a força da vida
meu amor, é a força da vida
que não se pergunta nunca
o que é a eternidade
mas que luta todo dia do nosso lado
enquanto não terminar

quando você sentir
que a segura entre seus dedos
você a reconhecerá
a força da vida

a força está dentro de nós
meu amor, cedo ou tarde, você a sentirá
a força da vida
que o trará consigo
que sussurra suavemente:
“veja quanta vida ainda há!”

 

* Adoçantes ( a pedidos)

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“A diferença do veneno e do remédio é a dosagem”.  Paracelso

 

aspartame

 Me  pediram para escrever algo sobre os adoçantes. Eu me considero muito suspeito para falar sobre o assunto. Isto se deve ao fato de eu ‘tentar seguir’ uma dieta naturalista. Eu  recomendaria a todos que não usassem adoçantes e nem mesmo açúcar.

 Caso não tenham escolha dêem preferência a adoçantes naturais tal como a ESTÉVIA. Enquanto aos demais, os utilizem com moderação -  tipo, 1 vez por década.

 Os principais adoçantes existentes no mercado apresentam como principais componentes o ASPARTAME  e o CICLAMATO DE SÖDIO. Alimentos com sabor adocicado (light ou diet) geralmente apresentam em sua composição estes adoçantes.
Bom, mas  tirem vocês suas próprias conclusões. Alguns textos que recomendo:
Aspartame é um agente cancerígeno, diz estudo da France Presse, em Paris  fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13443.shtml
         
O aspartame, usado para dar um sabor açucarado a mais de 6 mil produtos de baixa caloria, produz câncer em ratos, destaca um estudo científico que poderá levar à reavaliação dos riscos que esta substância representa.
A Fundação Européia de Oncologia e Ciências do Meio Ambiente B. Ramazzini (http://www.ramazzini.it), instalada em Bolonha, Itália, anunciou na sexta-feira que os resultados de um estudo feito com 1.800 ratos “mostram pela primeira vez que o aspartame é um agente cancerígeno”.
“A substância é capaz de provocar linfomas e leucemia em ratas, mesmo quando administrada em doses muito parecidas com a dose diária admitida para o homem”, diz o instituto em um comunicado.
“O estudo gera novas dúvidas sobre os vínculos em potencial entre a exposição ao aspartame e o câncer, embora confirme a ausência de ligação entre o aspartame e tumores cerebrais”, destacou nesta sexta-feira a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Alimentos (AFSSA).
“Estes resultados preliminares ainda devem ser confirmados antes que a Autoridade Européia de Segurança Alimentar (EFSA) faça uma reavaliação dos riscos ligados ao aspartame”, diz o comunicado da AFSSA.
A EFSA considerou “impróprio sugerir mudanças na dieta alimentar do consumidor com base nas informações disponíveis atualmente”.
Ciclamato de sódio e rim fetal
fonte: http://biblioteca.universia.net/irARecurso.do?page=http%3A%2F%2Fwww.scielo.br%2Fscielo.php%3Fscript%3Dsci_arttext%26pid%3DS1519-38292003000200003&id=644238
(…)
Investigações sobre efeitos de substâncias como o ciclamato de sódio na espécie humana são necessárias, pois além de substituir a sacarose, prejudicial em casos de diabetes ou no controle e redução do peso corporal, não propicia desenvolvimento de cárie dentária. Entretanto, vale ressaltar que pesquisas com animais de laboratório possibilitam obter, em pouco tempo e em condições controladas, informações a respeito do potencial tóxico de substâncias químicas sobre o organismo em desenvolvimento. Além disso, a maior parte das publicações de pesquisas sobre efeitos do ciclamato de sódio ocorreram nas décadas de 60 e 70, reduzindo-se posteriormente, em particular, devido à proibição do uso dessa substância pelo FDA dos Estados Unidos, em 1969.
Estudos sobre o efeito do ciclamato de sódio no rim e no fígado de fetos de ratas estão sendo realizados na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, SP, no período de maior teratogenicidade da espécie.
Resultados preliminares têm indicado nefrotoxicidade[1], retardo no desenvolvimento fetal e índice de maturação placentária reduzido.
Para saber mais:
  • 1. Stévia x aspartame

http://www.laleva.cc/pt/alimentos/stevia_aspartame.html

  • 2. Diabetes, diferenças entre diet e light

http://nutrinutri.wordpress.com/category/diabetes/

  • 3. Malefícios da Stévia

http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=3476

  • 4. Açúcar e outros perigos da alimentação moderna

http://www.drmarciobontempo.com.br/preview/artigos/artigo06/artigo06.asp

 


[1] é ocasionada por determinadas substâncias que podem gerar danos nos rins ao nível glomerular, tubular, intersticial e vascular. O rim tem características que o tornam vulneráveis a essas substâncias.

* Roberta Nunes em uma conversa além do montanhismo

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roberta-nunes.jpg 

Sou montanhista há algum tempo e neste intervalo tive a oportunidade de escalar com grandes montanhistas. Dentre estes, me recordo com muito carinho de uma, que nos deixou ano passado (2006), para uma expedição que vai além dos nossos conhecimentos. A montanhista a que me refiro é Roberta Nunes, a quem eu chamava carinhosamente de Robertinha.

Em 95, quando iniciei a prática da escalada, me recordo que, em uma de minhas primeiras escaladas sem o meu parceiro, pude escalar com a Roberta. Naquela época, ela ainda não era conhecida e como eu, estava no início da sua prática. Pudemos compartilhar da mesma corda e das mesmas “roubadas” no Anhangava. Fizemos algumas vias e fomos para uma que tinha um grau de dificuldade um pouco maior do que aquelas a que estávamos acostumados a fazer na época – a “Sétimo dia”. A vez de guiar era dela. Com toda a sua vontade e disposição, ela se preparou e foi para o tão temido teto. Ao tentar passar do jeito habitual não conseguiu; tentou de outras formas, e nada. Nervosismo instalado, quando ela tentou passar pela aresta, a  aflição e o desespero fizeram com que ela sofresse uma queda. Eu travei. Como havia muita corda, devido ao lance feito por ela, ela bateu o joelho na rocha. Lembro o desespero que passamos. E o único comentário que ela fez foi “esta queda foi muito boa. Você me travou bem. Que esta queda me sirva de lição. Eu estava me achando muito”

Alguns anos se passaram e a Robertinha “deixou de ser a Robertinha” para se transformar em “Roberta Nunes”. Nunca perdeu o carinho pelos amigos e seu jeito permaneceu carismático como no início. Sempre muito querida e quando podia, nos doava algum material que não havia usado em suas escaladas ou nos vendia por um preço de banana. 

No início de 2006, eu estava no final de minha especialização, quando resolvi fazer um trabalho sobre o montanhismo intitulado “PENSANDO A RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA A PARTIR DO MONTANHISMO – Um estudo de caso no Morro Anhangava – PR”. Uma das propostas do trabalho era de entrevistar escaladores/montanhistas a fim de entender o que era o montanhismo para eles. Por sugestão do meu co-orientador, Edson Struminski, vulgo Dubois, fui entrevistar a Roberta.

Conversamos durante cerca de uma hora a respeito de vários aspectos do montanhismo. Ela, infelizmente, não teve oportunidade de ver o trabalho pronto.

Eu achava que após a sua morte, esta entrevista nunca sairia dos meus arquivos. Mas, por sugestão do Dubois, resolvi escrever este pequeno artigo pois imaginamos que, com certeza, ela gostaria que todos conhecessem seu olhar sobre as montanhas. 

Lembro como seus olhos azuis brilhavam com as perguntas. Senti que quando a Roberta falava do montanhismo ela não falava de esporte, mas sim de sua vida. Ao questioná-la sobre o que a levou a praticar o montanhismo, ela foi pontual e direta: “em primeiro: a natureza, pois nos sentimos bem estando neste lugar. Em segundo: a busca pelo alto controle, principalmente o controle do medo. Fiquei impressionada Até que ponto podemos controlar o medo com a escalada!”  

Com o passar dos anos nós amamos, aprendemos, sofremos, passamos por inúmeras situações e sentimentos. Estas fases pelas quais passamos, alguns as chamam de tempo, outros as chamam de amadurecimento. Nada desumano e tão pouco vergonhoso – amadurecer.

A Roberta iniciou o montanhismo não pelo esporte, mas para controlar suas fraquezas e seus devaneios. Com o tempo ou o amadurecimento, a montanha surgia para ela como “um grande amor”. Diz ela, (…) não tem como explicar isto. (…) Através da montanha eu fico mais em silêncio, tento rever o que fiz, o que estou fazendo no momento e o que vou fazer (…). No início [a montanha] era para mim um sinônimo de descobrimento e ao mesmo tempo de aventura. De você ultrapassar os limites. (…) depois com o tempo, vi que não é bem esta situação, [hoje] eu acredito mais em estar bem e no auto conhecimento”.

Interessante pararmos para pensar sobre esta mudança de concepção. As montanhas como um caminho para o auto-conhecimento.

Neste sentido, Roberta elogia a postura de pessoas como o Dubois, com quem disse que aprendeu muito : “Hoje o pessoal é mais voltado para a esportiva, para a história do grau da dificuldade e está perdendo a historia [da] vida na montanha, como viver o seu tempo na montanha, ou seja, estar lá, viver lá, dormir, acordar, cozinhar. A escalada esta indo mais para uma historia esportiva [um esporte]. Me considero uma montanhista. O montanhismo não envolve só o esporte, ou seja, a atividade do corpo (…) o montanhismo fala tudo, é uma filosofia de vida, só que ele te mostra uma nova forma de vida, mostra valores em si, valores de vida. A escalada esportiva (…) complementa parte do montanhismo, é o teu movimento nas trilhas, teu treinamento, ou seja, é o esporte em si. [O montanhismo] mostra uma nova forma de ver vários valores da vida, ou seja, ela vai muito mais além”.

Lembro que perguntei porque ela não aproveitava a popularidade dela no meio para mudar o jeito de pensar dos novatos. Rindo, ela comentou:  “Pois é ‘Satão’, até tento, só que quando começo a falar sobre filosofia de montanha, eles falam que eu estou ficando velha”. Senti em sua voz um sentimento de culpa por não conseguir mudar a concepção dos “top teens”.  Mas como ela conseguiria?

Sabemos o quanto a busca pelo desempenho é dominante no meio. Espero que a história da Roberta inspire uma reflexão sobre o sentido transcendente da relação do homem com as montanhas e das possibilidades que elas nos trazem de amadurecimento e auto-conhecimento.

* Influências do meio ambiente na saúde da mulher

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Como evitar substâncias que causam ruptura endócrina
por: Marianne Marchese (retirado do site: http://www.taps.org.br/Paginas/meiopoquim05.html)
No decorrer dos anos tem havido um aumento contínuo de doenças femininas, como câncer de mama, fibróides, endometriose, abortos e infertilidade. Houve aumento também dos casos de fibromialgia, síndrome da fadiga crônica e hipotireoidismo, que afetam principalmente as mulheres. Estudos comprovam que exposição a agentes químicos encontrados no meio ambiente como, por exemplo, pesticidas, herbicidas, inseticidas e subprodutos da indústria podem causar rupturas endócrinas nas pessoas. Substâncias que causam ruptura endócrina são todas aquelas que alteram o nível de atividade hormonal normal no organismo.Os produtos químicos sintéticos podem perturbar a atividade normal de fatores estrógenos e andrógenos, o hormônio tireoidiano e outros hormônios. Eles conseguem fazer isso ligando-se diretamente a receptores de hormônios, ativando-os e provocando uma cadeia de eventos, como se o próprio hormônio estivesse ligando-se ao receptor. O agente químico tóxico pode também ligar-se e ocupar o receptor, bloqueando a atividade hormonal normal, ou pode interferir com proteínas que regulam a atividade dos hormônios. Esses efeitos podem estar associados ao desenvolvimento de doenças.
Estamos expostos a compostos que causam ruptura endócrina na vida diária, quase sempre sem saber que estamos nos expondo. Encontramos resíduos de pesticidas nas frutas e verduras à venda nas prateleiras dos supermercados. Os produtos animais — além de hormônios e antibióticos — contêm dioxinas e compostos similares à dioxina. Alguns peixes contêm altos níveis de mercúrio e pesticidas. Os produtos químicos usados como plastificantes em produtos de PVC (policloreto de vinila) podem prejudicar o sistema reprodutor feminino. São muitos os produtos domésticos feitos de PVC, entre eles, toalhas de mesa, cortinas de chuveiro, brinquedos infantis, equipamento médico de plástico e embalagens de alimentos. Os recipientes plásticos de alimentos e condimentos podem emitir agentes químicos nocivos. Compostos que causam ruptura hormonal são encontrados tanto na água proveniente de poços quanto na da rede de distribuição urbana, proporcionando mais uma forma de exposição. Compostos tóxicos também são inalados ou absorvidos através da pele por contato com a maioria dos produtos de limpeza domésticos, cosméticos, perfumes, lavagem a seco, carpetes, assoalhos de vinil, copiadoras, cola de madeira, desodorantes de ambiente, colchões, xampus e assim por diante.
Alguns dos compostos mais comuns que causam ruptura endócrina incluem dioxinas, bifenis policlorinados, bisfenol-A, ftalatos, pesticidas, formaldeídos e metais pesados. Todos comprovadamente causam efeitos nocivos à saúde da mulher. Há muitos outros agentes químicos compostos e subprodutos no meio ambiente que também são tóxicos.
As dioxinas são subprodutos produzidos pela incineração industrial e pela combustão. Resultam da fabricação de produtos que contêm cloro — como pesticidas e conservantes de madeira — e do branqueamento de papel. As dioxinas persistem no meio ambiente durante anos e acumulam-se na cadeia alimentícia. As dioxinas reduzem os hormônios tireoidianos e a testosterona e produzem efeitos tanto estrogênicos como anti-estrogênicos. As dioxinas estão vinculadas à endometriose e à disfunção tireoidiana nas mulheres, assim como aos crescentes índices de natimortos.
Os bifenis policlorinados (PCBs) são utilizados como líquidos refrigerantes, lubrificantes e isolamento para equipamentos elétricos, assim como em tintas, plásticos, corantes, madeira e borrachas. Os PCBs acumulam-se na gordura humana e na cadeia alimentícia; são encontrados em rios e lagos. Os PCBs enfraquecem o sistema imunológico, afetam o desenvolvimento neurológico, atuam como estrogênio e afetam a função tireoidiana.
O bisfenol-A é um composto encontrado nos plásticos. É usado na fabricação de discos compactos, garrafas de plástico, revestimento de latas de alimentos e selantes dentais. Ele passa do plástico para os alimentos e para o meio ambiente. O bisfenol-A produz efeitos similares ao estrogênio sobre as células cancerosas da mama receptoras de estrogênio.
Os ftalatos são aditivos do plástico que o torna forte, macio e flexível. A maioria dos suplementos é acondicionada em plástico feito com ftalatos. Eles são usados em forros de carpete, tintas, colas, repelentes de insetos, spray para cabelos e esmalte de unhas. Os ftalatos também são usados em produtos como loções, tintura para cabelo, xampus e desodorantes, além de serem utilizados na fabricação de medicamentos entéricos com revestimento. Os ftalatos causam rupturas hormonais e podem impedir a ovulação e a produção de estradiol, assim como contribuir para a síndrome do ovário policístico. Em ratos, os ftalatos causam aborto espontâneo e defeitos congênitos.
Pesticidas nocivos, como o DDT e seu metabolito DDE, foram proibidos nos Estados Unidos, mas seus efeitos continuam no meio ambiente. O DDT é um inseticida usado na agricultura e contra mosquitos. Ele possui efeitos estrogênicos e anti-androgênicos, assim como efeitos sobre a percepção. Os pesticidas têm sido vinculados à infertilidade, aborto espontâneo e câncer de mama. O DDT ainda persiste no meio ambiente, acumulado no tecido adiposo e na cadeia alimentar.
O formaldeído é um composto cujos vapores causam depressão, fadiga, memória fraca, dores de cabeça, asma, tosse, erupções cutâneas e muitos outros problemas. É encontrado em xampus, condicionadores, cosméticos, materiais de construção, artigos de limpeza, carpetes, produtos de papel, plásticos e um sem-número de outros produtos. Tem sido vinculado à perda de fertilidade, ao aborto espontâneo e à endometriose.
Há vários metais pesados que podem ser considerados causadores de ruptura endócrina e são relacionados a muitos problemas de saúde da mulher.A exposição a níveis baixos de cádmio está associada a um aumento do risco de osteoporose e fraturas. Exposição de baixa a moderada ao chumbo pode aumentar o risco de abortos espontâneos. Existe também uma ligação entre a exposição a mercúrio, manganês e chumbo e uma redução da fertilidade.
Um estudo realizado por P.D. Darbe e publicado em 2004 no Journal of Applied Toxicology (Vol. 24, nº1), detectou alta concentração de parabenos em tumores de mama. Este fato é muito significativo, devido à quantidade de parabenos e metilparabenos a que as mulheres estão expostas todos os dias. Os parabenos — conhecidos causadores de ruptura endócrina — são utilizados como conservantes em milhares de cosméticos, alimentos e produtos farmacêuticos, inclusive cremes hormonais.
Avaliação
Avaliar se o problema de saúde da paciente é ou não causado por exposição ambiental começa no consultório com um histórico detalhado — um cronograma dos sintomas da paciente, do local onde ela morava e trabalhava quando apareceram os sintomas e quando ela se sentiu bem pela última vez. Um histórico detalhado — incluindo residência, ocupação, passatempos e estilo de vida — pode ajudar a identificar possíveis agentes a que a paciente ficou exposta ao decorrer do tempo. Testes podem fornecer informações valiosas sobre exposições recentes, assim como sobre compostos retidos no organismo. Testes de metais pesados, pesticidas, solventes, ftalatos e outros compostos são realizados em diversos laboratórios.
Como evitar
É importante estar familiarizado com a ligação entre os problemas de saúde da mulher e as toxinas ambientais, a fim de orientar as pacientes sobre o que fazer para minimizar a exposição a esses agentes. Evitar compostos que causam ruptura endócrina começa com as escolhas feitas no lar e nas lojas.
  1. Compre frutas e verduras orgânicas, cultivadas sem pesticidas, herbicidas, adubos sintéticos ou hormônios.
  2. Compre frutas e verduras frescas sempre que possível. Evite alimentos enlatados.
  3. Compre carne, ovos e laticínios orgânicos, isentos de hormônios. Evite a gordura do animal.
  4. Compre produtos de animais criados no pasto.
  5. Como as toxinas (por exemplo, o mercúrio) se acumulam na gordura do peixe, coma somente peixes que não foram criados em confinamento, mas que são oriundos de rios, lagos ou mares de água limpa.
    (Visite o site www.ewf.org.br para obter uma lista de peixes com menores teores de mercúrio).
  6. Beba água filtrada de garrafas ou copos de vidro em vez de garrafas de plástico.
  7. Use sabonetes, detergentes e artigos de limpeza naturais, sem produtos químicos ou perfume.
  8. Use controle natural de insetos em seu jardim em vez de pesticidas e herbicidas para o seu gramado.
  9. Quando fizer reformas, procure materiais de construção saudáveis.
  10. Ao entrar em casa, tire os sapatos para não trazer resíduos para dentro.
  11. Use cosméticos e produtos de higiene naturais/orgânicos, sem ftalatos e parabenos.
  12. Procure uma lavanderia que lave roupa a seco sem produtos tóxicos.
  13. Evite os plásticos tanto quanto possível.
    a) Guarde os alimentos em recipientes de vidro ou     cerâmica.
    b) Não esquente alimentos em recipientes de     plástico ou cobertos de plástico.
    c) Compre condimentos em frascos de vidro em     vez de plástico.
    d) Use cortina de chuveiro de fibra orgânica em     vez de plástico.
    e) Leve sacolas de pano para colocar seus     mantimentos em vez de sacos plásticos.
    f) Troque as venezianas de plástico por cortinas de     pano.
    g) Use cabides de metal em vez de plástico.
Leitura
  1. “O Futuro Roubado” de Theo Colborn, L&PM Editores, Porto Alegre, 1997, 354 p
  2. “Living Downstream” de Sandra Steingraber, Vintage, New York, EUA, 1998, 374 p

Websites
www.cheforhealth.org (The Collaborative on Health and the Environment)
www.nottoopretty.org (Poisoned Cosmetics, Not Too Pretty)
www.noharm.org (Heath Care Without Harm)
www.healthytomorrow.org (Alliance for a Healthy Tomorrow)
www.thegreenguide.org (The Twin Cities Green Guide)

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Fonte: Dra. Marianne Marchese é médica naturopata, (awomanstime@aol.com )

* “A mudança de amanhã começa hoje”

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Junior Achievement

O que posso falar dessa “gurizada”? Não sei mas vou tentar…..
  
No início…
éramos muitos
Com as dificuldades…
diminuímos em quantidade,mas aumentamos exponencialmente em qualidade.
Hoje…
somos perspicazes e perseverantes.
E amanhã?
Só a “Deus” compete.
Mas e a vitória?
Já é viver este momento!

* Receita infalível para virar incompetente

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por Gilberto Dimenstein. 

“Crítico, polêmico e muito reflexivo”.

Uma das melhores notícias para a educação brasileira é a crescente sofisticação dos exames para entrar nas faculdades, exigindo mais reflexão e menos decoreba. Deve-se comemorar a mudança porque, afinal, os ensinos médio e até fundamental passam a estimular cada vez mais um currículo centrado na visão crítica do aluno e em sua capacidade de associar idéias e informações, conectadas a questões concretas.  
A USP acaba de divulgar sua intenção de fazer vestibulares seriados; ou seja, o estudante vai enfrentar três provas, uma ao fim de cada ano do ensino médio. Mais uma vez, se cobrará reflexão, o que exige formação geral. É o fim da mediocridade dos cursinhos e dos professores que ensinam matérias sem nenhuma ligação com outras matérias e, muito menos, com o cotidiano.
 
O que está em jogo não é fazer bons alunos, mas bons profissionais, capazes de sobreviver num mundo de inovações cada vez mais velozes e no qual se demanda a habilidade da auto-aprendizagem. O problema é que, muitas vezes, os professores estão longe, muito longe, do mercado do trabalho, e ficam ensinando coisas inúteis; seu poder deriva não da relevância do que ensinam, mas da nota e do vestibular.
 
Os novos vestibulares estão desmontando esse poder. O papel do professor deve ser o de gerenciador de curiosidades. Até porque todo o conhecimento disponível já está na internet.
 
Empanturrar a criança e o jovem com informações sem contextualização e, pior, sem que os alunos sejam protagonistas, é uma fórmula infalível para produzir, no presente, um ser humano infeliz diante dos prazeres da descoberta intelectual e, no futuro, um trabalhador incompetente. Ou um desempregado.

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u332716.shtml

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