Será que era carbureto?

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Estava vendo o jornal, aqui na net, quando me deparei com esta matéria e chamei a minha esposa para compartilhar. E assim, iniciamos uma pequena conversa:

- Amor, eu suponho que o que foi jogado na fossa foi carbureto.

- Mas por que você acha isso?

- Há ditados populares que recomendam jogar carbureto para tirar o cheiro da fossa.

- E isto dá certo?

- Para tirar o cheiro por alguns dias, sim, mas é uma medida completamente paliativa.

- Por que paliativa?

- Paliativa, por que o que dá cheiro à fossa é o material orgânico presente, vulgo “cocô”. E o carbureto não vai destruir o material orgânico. Em breve o “cheiro de fedor” vai voltar. eheheh

- Mas, o que fazer então?

- O mais simples seria retirar este material orgânico da fossa e descartá-lo em local apropriado. Há desentupidoras especializadas nisso, mas o preço é um pouco salgado para a população mais carente, ficando impraticável para eles.

- Então o que a população mais carente deve fazer?

- As mesmas coisas que as desentupidoras fariam, ou seja, retirar o material orgânico e descartá-lo em local apropriado ou enterrar. O problema é que este método pode ser um pouco desagradável, pois o material deverá ser retirado com um balde e com a força dos braços.

- Mas o que ocorreu neste caso?

- Na fossa há a presença de, no mínimo, dois gases. Um deles é o metano.

- O metano não é aquele das flatulências?

- Esse mesmo, amor! Por isso ele é encontrado na fossa. O metano também é conhecido como gás do brejo ou gás dos pântanos e tem formula CH4. E, por incrível que pareça, ele é o nosso GNV – o gás com que algumas pessoas abastecem o carro. Incrível né?

- É incrível. Mas voltando ao assunto da fossa…

- Então voltando à fossa… O outro gás é, na verdade, uma classe de gases, à base de enxofre, como o ácido sulfuroso (H2S) e as mercaptanas, que são inúmeras. São estes gases que dão o cheiro de fedor. [risos]

- E o bacana é que as mercaptanas, na sua grande maioria, são extremamente fedidas. Por isso elas são adicionadas ao gás de cozinha. Para dar cheiro de fedor e assim possamos identificar um possível vazamento do gás. Legal né?

- Ei, mas por que a fossa explodiu?

- A fossa está fechada e com uma grande quantidade de metano que pega fogo. Aí o pessoal joga carbureto que em contato com água produz gás acetileno, hidróxido de cálcio e uma grande quantidade de calor que os químicos chamam de reação exotérmica (exo= externo; térmica=calor).

- O gás acetileno é o gás utilizado nos maçaricos. Então, dá pra imaginar o que ocorre?

- Nossa, dois gases extremamente inflamáveis e sob determinada pressão. Temos uma bomba!

- Exatamente. E o outro produto produzido pelo carbureto, o hidróxido de cálcio – que é uma base forte, conhecida pelo pessoal como CAL HIDRATADA – pode provocar queimadura química.

- Nossa então além de queimar com calor queima quimicamente?

- Sim, e como….

- Nossa, mômô, como você sabe tudo isso??? Bem que você podia mandar para a RPC e para os bombeiros, pois eles não souberam dizer porque a explosão ocorreu.

Da reação de saponificação à redenção.

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[continuação da "Reação de saponificação a reação de engolir sapos']

Chegando em casa, fui pesquisar. Depois de muitas pesquisas, achei uma frase que me chamou muito a atenção: “as cinzas são ricas em alguns óxidos metálicos, tais como óxido magnésio, óxido de cálcio, dentre outros”.

Bingo!!!

Por isso é possível fazer sabão com cinzas. Devido às cinzas serem ricas em óxidos metálicos. Estes óxidos têm características ALCALINAS e quando entram em contato com água formam álcalis (bases) tal como a SODA CÁUSTICA. É claro!!! Por isso que a minha vó comentou que para fazer sabão ela usava uma GRANDE QUANTIDADE de cinzas. As cinzas são uma mistura rica em óxidos, mas como não é um único óxido e sim uma mistura de substâncias, ela vai precisar de muitas cinzas para ter uma concentração próxima à da soda comprada. Dãããã – Como eu não pude pensar nisso antes?!?!?

Com essa descoberta, me bateu um remorso. E lá fui eu para a casa da minha vó para me desculpar.

Chegando, bato palmas e logo ela sai caminhando suavemente através da garagem. O sol realça as marcas do tempo em seu rosto e ao me olhar ela abre aquele sorriso lindo que só a minha vó sabe dar. Ela se aproxima e me afaga com um abraço carinhoso de mãe2. E, carinhosamente me convida a entrar e a tomar um chá com ela.

Ela corre para frente do fogão para esquentar a água – feliz da vida. Para ela, era indiferente eu me desculpar ou não, pois o importante era a minha visita.

Eu tentei não fugir do real motivo que estava ali. Relutei, e com uma vergonha imensa, comecei a me desculpar:

- Sabe vó, aquela ultima vez que vim aqui… Eu cheguei aqui um tanto petulante, sabe? Com o REI NA BARRIGA. Então, eu queria…

Suavemente a minha vó se vira e pergunta:

- Mas e daí? Você viu o porquê de a gente fazer sabão com cinzas?

Eu, com uma cara de espanto, olho para a minha vó e pergunto:

- Como assim, vó?

E ela: – Ué, você não veio me explicar o porquê da gente fazer sabão com cinzas?

Sem jeito, comecei a me perder nas palavras.

- É, também, vó…sabe…não…é que eu estava com o rei, sabia tudo, errei, eu queria…

E ela, dando gargalhadas do meu jeito, me interrompe.

- Chiii, meu netinho querido, cheirou cola?!?!?!

- Claro que não, né, vó!!!

- Então, esquece o que não é importante e me explica de uma vez o porquê da gente fazer sabão com cinzas?

Ainda assustado, comecei a explicar.

- Vó, a gente usa as cinzas porque elas têm ingredientes parecidos com os da soda, só que em menor quantidade. Por isso a vó usa uma grande quantidade de cinzas.

- Mas que ingrediente é esse? E como vocês que estudam chamam estes ingredientes?

- Estes ingredientes são chamados, na química, de óxidos. A partir do óxido de sódio a gente pode obter o hidróxido de sódio que a vó conhece como SODA.

- Então quer dizer que a soda cáustica que eu compro no seu Alfredo é feita a partir do óxido que pode ser encontrado nas cinzas?

- Não, vó. Industrialmente, a soda é feita a partir do sal de cozinha. Através de uma reação que na química a gente chama de eletrólise – reação que precisa de eletricidade para ocorrer.

- Chiii. Agora eu não entendi nada. A soda não é feita das mesmas coisas que as cinzas? Nas cinzas não tem soda?

- Vó, nas cinzas há muitos compostos. E uma grande parte deles podem resultar, quando em contato com a água, em compostos parecidos com a soda. Mas, não é a soda.

- Vamos ver se eu entendi. Quer dizer que a Soda que eu compro no seu Alfredo é feita do sal de cozinha com a ajuda da corrente elétrica. E que nas cinzas tem compostos que precisam de água para produzir um composto parecido com a soda, mas que não é a soda. Em alguns casos, dependendo da composição das cinzas, somente uma pequenina parte, mas muito pequena, destas cinzas é que pode produzir a soda. Devido a tudo isso que eu preciso de muitas cinzas para fazer o sabão. Estou correta?

- Isso mesmo, Vó.

- Nossa filho, como eu gostaria de ter aprendido tudo isso antes. Mas sabe, na minha época a gente não tinha muita escolha, ou a gente estudava e morria de fome ou trabalhava e ficava sem estudar. Ainda bem que os tempos mudaram e você teve a oportunidade de estudar e agora eu tenho um neto que pode me explicar tudo o que eu antes não aprendi.

E eu com um sentimento misturado com remorso e felicidade, desabafei:

- É vó, hoje eu aprendi uma grande lição.

- E que lição foi?

- Que a teoria é muito importante para entendermos o mundo, mas que ela sem a prática não é grande coisa. E as muitas pessoas que estudam e acham que sabem tudo vão acabar por engolir muito sapo, como eu.

A minha vó não falou nada.

Aproveitei o silêncio e me despedi com o mesmo carinho com que fui recebido. E fui embora. Agora sem sapo entalado. Mas com uma queimação horrível provocada pelo nervosismo da situação – vergonha é uma desgraça. Ao chegar em casa, perguntei pra minha mãe:

- Mãe, o que é bom pra queimação?

- Dissolve brasa na água que é bom! É um santo remédio para queimação.

- Como assim dissolve água na brasa? Com quem você aprendeu essa coisa ridícula, mãe?

- Com a sua vó…

Eu ri, e escutei ao longe o coaxar dos sapos, só que desta vez, eles não vão entrar pela minha boca.

Mas afinal, ainda sobra uma pergunta: Por que a brasa dissolvida em água é um santo remédio para a queimação?

Reação de saponificação: a reação de engolir sapo.

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Fonte da figura: http://chutandobalde.wordpress.com/2008/03/10/engolindo-sapos

A primeira vez que efetuei uma reação de saponificação foi no laboratório do colégio. Lá pela década de 90, creio eu.

Lembro da emoção que vivi quando cheguei no laboratório. Dirigi-me para a minha bancada, tirei da bolsa a minha marcha analítica e fui para a prática. Separei vidrarias, reagentes e todo o material que utilizaria – que emoção. Eu estava todo extasiado, também não era pra menos, depois de tantas reações sem aplicação no meu dia-a-dia, agora eu teria uma reação a qual poderia contar para o mundo, e principalmente, compartilhar com a minha família.

Mãos à obra. Misturei aqueci, esfriei, mexi, etc, etc, etc.  Após algum tempo, lá estava eu com o tão desejado produto. Mas, ao olhá-lo depois de pronto, fiquei um tanto decepcionado. Também pudera, estava ansioso para levar para casa uma ‘barra de sabão’ como as que eu comprava no mercado e não um ‘grão de sabão’ como eu acabara de produzir.  Infelizmente, não pude levar o produto para “mostrar para o mundo”. Tive apenas que ficar com a história pra contar.

E eu me recordo de contar para todos da minha família. O mais interessante foi compartilhar esta descoberta científica com minha vó materna. Ela, uma pessoa humilde, com a quarta série do primário incompleta, do sítio e sem conhecimentos científicos como os meus –  que pretensão a minha.

Cheguei e lá fui eu: Olá Vó, sabe… agora eu sei fazer sabão.  Escutou vó, S-A-B-Ã-O. Uma coisa útil e que auxilia a todas as pessoas do mundo, todos os dias.

E ela: – Eu sei e daí?

- Como assim vó, e daí? Que falta de sensibilidade. Bom, mesmo assim vou explicar pra senhora como fazer o sabão. Para que a senhora possa ter acesso a este maravilhoso ensinamento que a ciência me proporcionou.

E comecei a explicar. E ela com o seu jeito de vó, toda atenciosa, prestando atenção a palavra por palavra da minha explicação.

- Então vó, para fazer o sabão nós utilizamos alguns reagentes.

E minha vó: Reagentes? Mas o que são reagentes?

-  Reagente, vó, é o nome técnico para ingrediente, neste caso os que utilizei para fazer o sabão, entendeu?

E ela na sua paciência de vó, balançou a cabeça afirmativamente.

Continuei a explicar:

- Os reagentes que eu utilizei foram o éster de ácido graxo e um hidróxido, de preferência o hidróxido de sódio de fórmula NaOH, ok vó?

- N-a-O-H? Ácido? Graxa? E o que a Ester tem a ver com essa historia de fazer sabão?  - indagou minha vó. Eu faço sabão com banha de porco e soda! E quando não tenho soda, uso cinza de fogueira!

- Como assim vó? Você já fez sabão? Mas não tem como usar cinzas de fogueira para fazer sabão… ACHO que a senhora esta enganada.

Ela, sem afirmar ou negar,  vai até um armário e pega duas enormes barras de sabão – uma feita com soda e a outra com cinzas e me dá as duas de presente.

Eu,  de cima do meu pedestal científico-intelectual, despenquei de cara no chão. Escondi rapidamente meu singelo ‘ grão de sabão’, presente que iria dar a ela para demonstrar minha sapiência…

Aceitei o presente e saí com “o rabo entre as pernas” e um sapo entalado na garganta. Pensei que fosse ensinar e no final das contas saí da casa da minha vó com uma grande dúvida –  por que será que dá para fazer sabão com cinzas?

[CONTINUA]

Resumo de Isomeria e Propriedades Físicas

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Algumas charges que recebi sobre o Leite:

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Leite: Pior que a soda cáustica e água oxigenada só os AGROTÓXICOS.

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 fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/parana/conteudo.phtml?id=709254

Resíduos químicos foram encontrados em amostra colhidas em Londrina, Viçosa (MG), Pelotas (RS), Botucatu (SP) e Garanhuns (PE); trabalho foi realizado na UEL

por MARCELO FRAZÃO – JORNAL DE LONDRINA

Quase metade das amostras de leite cru coletadas em 63 propriedades rurais de Londrina, no Norte do Paraná, tem resíduos de carbamato – princípio ativo de pesticidas e vermífugos animais – e quase 15% tem resíduos de organofosforados – que compõem inseticidas e agrotóxicos aplicados contra pragas em lavouras. Em 18 propriedades (28,6%), ambos os compostos químicos foram encontrados no leite cru londrinense. Entre produtores regulares e irregulares, estima-se que Londrina tenha 800 propriedades leiteiras.

A exemplo de análise semelhante sobre antibióticos, a pesquisa a respeito dos resíduos químicos foi publicada na Revista Ciência e Tecnologia de Alimentos e desenvolvida pelo Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Lipoma) da UEL, com apoio de outras instituições. As coletas são de 2005 e 2006.

Além das londrinenses, foram analisadas 262 propriedades em Viçosa (MG), Pelotas (RS), Botucatu (SP) e áreas em torno de Garanhuns (PE) – local onde o leite apresentou a menor contaminação química.

Dentre as amostras de leite de Londrina, apenas em oito propriedades (12,7%) havia a ausência total de pesticidas e agrotóxicos. Em Pelotas (RS), todas as 50 amostras pesquisadas tinham contaminação. Em Botucatu, apenas duas entre 49 (4,1%) estavam totalmente livre de contaminação. Em Viçosa, três entre 47 (6,4%) se encontravam nesta situação. E, em Garanhuns, 28 (52,8%) das 53 amostras de leite cru estavam sem a presença de contaminantes químicos.

Os dados, porém, não revelam se a concentração de organofosforados e carbamatos está dentro dos padrões nacionais e internacionais admitidos. No artigo, os 10 pesquisadores que assinam a análise alertam que, embora a concentração dos produtos químicos não estivesse determinada, a metodologia aplicada “sugere níveis elevados, bastante acima dos Limites Máximos de Resíduos (LMRs) especificados pelo Codex Alimentarius – documento-referência mundial de níveis de aceitabilidade – e pela União Européia.

“Certamente é mais grave que soda no leite, mas os dados tanto podem ser alarmantes quanto serem considerados normais”, avalia a médica veterinária Vanerli Beloti, do Lipoma da UEL. A cautela da pesquisadora é justificada porque o Laboratório Central (Lacen) coletou amostras de caixas de leite à venda em supermercados e ainda não divulgou os resultados – somente dessa forma será possível atestar que o leite chegou com resíduos químicos aos consumidores, após a industrialização. “O maior problema é a venda clandestina desse leite, porque geralmente as cooperativas barram produtos ruins. Na venda de rua, possivelmente foi tudo consumido e pode continuar sendo.” Apesar da cautela, a pesquisadora adverte que agrotóxicos e pesticidas não são inativáveis com processos de tratamento ou pasteurização.

REVISÃO DE VÉSPERA

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Se possível, acesse *Tabelas e as memorize.

No Dia Da Prova… 

  1. Tome um banho para despertar melhor.
  2. Evite alimentos de difícil digestão.
  3. Procure usar uma roupa bem leve e confortável.
  4. Saia de casa com boa antecedência

 Durante a Prova…

  1. Procure ler atentamente aos enunciados e aos textos, respondendo primeiro as questões mais fáceis.
  2. Deixe as mais difíceis para o final
  3. não deixe nenhuma questão em branco.
  4. Leia a prova com atenção antes de entregar, para verificar se não cometeu erros nas questões que você sabe responder.
  5. Preste atenção na hora de preencher o cartão-resposta.

E caso o nervosismo reine durante a prova:

  1. Sente-se confortavelmente.
  2. Feche seus olhos.
  3. Respire naturalmente.
  4. Preste atenção apenas na respiração
  5. E quando os pensamentos vierem… Volte tranqüilamente sua atenção para a respiração.

* Leite falsificado – soda cáustica (NaOH) e água oxigenada (H2O2)

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leite

Retirado do site da polícia federal: http://www.apcf.org.br/%C3%81reaAberta/Not%C3%ADcias/tabid/233/ctl/Details/mid/610/ItemID/653/Default.aspx

Peritos encontraram mistura proibida

Durante a operação “Ouro Branco”, agentes e peritos técnicos da Polícia Federal, bem como do Ministério da Agricultura, fizeram levantamentos e perícias na sede da Copervale. Entre os produtos encontrados estavam aproximadamente mil litros da mistura supostamente proibida, pronta para ser misturada ao leite, bem como grande quantidade de soda cáustica, também utilizada na limpeza dos equipamentos. Tudo foi lacrado pelos peritos.

A princípio o leite desnatado e o de saquinho não teriam sido alvos da fraude, devido aos diferentes métodos de produção. Mesmo assim foram recolhidas amostras de todos os produtos, inclusive derivados, como queijos, manteiga e doce de leite, que serão encaminhadas ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, e para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), em Pedro Leopoldo (MG). Os resultados devem ficar prontos em cerca de uma semana e devem apontar detalhadamente quais as proporções de cada produto misturado ao leite. “Existem dúvidas sobre a propriedade de consumo”, explicou o promotor João Davina, que vai aguardar as análises para decidir se os estoques de leite podem ou não serem liberados para venda. Ele também deixou claro que vai agir de acordo com o interesse público, inclusive quanto a eventuais ações que possam surgir, através de pessoas que se sentirem lesadas, devido aos produtos fraudados já consumidos.

Ainda existe dúvida sobre os males que tais substâncias misturadas ao leite podem causar ao organismo, mas há suspeita inclusive de que propicie o surgimento de câncer em longo prazo, mas apenas os novos exames poderão esclarecer. Para o promotor, tanto os cooperados quanto os consumidores são vítimas da situação.

Fonte: Hedi Lamar Marques
Jornal da Manhã

Presa quadrilha acusada de adulterar leite

Grupo usava produtos como água oxigenada para aumentar o prazo de validade do produto, 
segundo a Polícia Federal. Dos 27 detidos, 26 são ligados a duas cooperativas mineiras; 
PF determina a coleta e a análise de amostras em outros Estados

A Polícia Federal prendeu ontem 27 pessoas suspeitas de adulterar leite longa vida integral de várias marcas. A quadrilha, segundo a PF, usava produtos impróprios para o consumo, como água oxigenada e citrato de sódio, para aumentar o prazo de validade do produto.

As prisões ocorreram nas cidades mineiras de Uberaba e de Passos. Dos detidos, 26 são ligados a duas cooperativas, que produziam cerca de 400 mil litros diários de leite (a produção nacional é de 68,5 milhões de litros por dia). O outro é do Ministério da Agricultura.

Entre os presos está um químico de Batatais (353 km de SP), que, segundo a PF, criou a fórmula usada pela cooperativa de Uberaba. O órgão diz que outras cooperativas do país podem usar o mesmo método.

A Direção Geral da PF determinou que sejam recolhidas amostras de leite em comércios locais para detectar se há irregularidades em mais Estados. Segundo o delegado-chefe da PF em Uberaba, Davidson José Chagas, funcionários da Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro), de Passos, e Copervale (Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande), de Uberaba, confirmaram a adição de produtos nocivos à saúde no leite.

Na Copervale, a PF apreendeu cerca de mil litros de uma solução aquosa que seria misturada ao leite. A cada litro de leite, cerca de 8% era constituído dessa mistura (água oxigenada, soda cáustica, ácido cítrico, citrato de sódio, sal e açúcar). A fórmula foi para análise.

A professora-doutora Mirna Lúcia Gigante, que estuda a área de tecnologia de leite e derivados na Unicamp, afirma que a mistura possivelmente foi usada para conservar e para aumentar o volume do leite.

Ela cita o citrato de sódio, cujo uso é permitido na fabricação do leite longa vida, e que atua como um conservante.

Mirna diz que outros componentes da mistura podem ter a função de mascarar a adição dos componentes ou manter o PH semelhante ao do leite “puro” para que a indústria não perceba que está comprando um leite modificado.

Edson Credidio, diretor da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), afirma que a água oxigenada tem um papel muito potente contra “bactérias anaeróbias” (que não utilizam oxigênio ) e que poderia ser usada para camuflar contaminantes bacterianos.

A PF investiga a fraude há quatro meses, acompanhada dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, a partir de denúncias. Amostras do leite foram analisadas pelo Ministério da Agricultura.

“O laboratório verificou alta alcalinidade e baixa acidez. O laudo diz que os produtos analisados são impróprios para o consumo humano”, diz Chagas.

Segundo ele, um outro laudo que deve indicar a quantidade dos produtos encontrados e possíveis efeitos na saúde ainda não foi entregue à PF.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que vai, preventivamente, monitorar as indústrias que utilizam leite dessas cooperativas.

A gerente de Vigilância em Alimentos da Secretaria da Saúde do Estado, Cláudia Parma, afirma que o departamento não foi notificado para recolher os produtos do mercado.

Segundo ela, o consumidor que sentir alterações na textura ou odor do leite deve comunicá-las à Vigilância Sanitária de cada município mineiro.

A PF afirma também que ao menos três fabricantes compravam o produto das duas cooperativas: Parmalat, Calu e Centenário. O órgão diz que não sabe para onde esse leite era enviado e vendido.

Os investigados deverão responder por crimes de falsificação e adulteração de produto alimentício e formação de quadrilha. As penas podem chegar a até oito anos de reclusão.

Leite não tem substâncias ilegais, diz empresa
Para Cooperativa, exames periódicos nunca constataram irregularidades

O conselheiro fiscal da Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro) -uma das investigadas na operação da Polícia Federal-, Emerson de Carvalho, afirmou que a cooperativa realiza exames periódicos no leite produzido pela empresa e que nunca foi constatada nenhuma irregularidade com a qualidade do produto.

“Estamos aguardando a nova análise das amostras recolhidas pela Polícia Federal”, disse ele ontem. Carvalho disse que a cooperativa, que tem sede em Passos, recebe leite de cerca de 2.000 pequenos produtores da região e que não utiliza substâncias ilegais.

“Vendemos parte de nossa produção para grandes empresas, como Parmalat, e industrializamos outra parte para venda”, disse Carvalho.

“Nossos compradores também possuem um alto nível de controle de qualidade, e nunca recebemos reclamação. Por isso temos que aguardar a contraprova”, afirmou Carvalho.

A Folha localizou o advogado da Copervale (Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande), de Uberaba, Paulo Pimenta, mas ele disse que estava em uma reunião e não poderia falar com a reportagem. A sede da cooperativa estava fechada na tarde de ontem. À noite, dirigentes e funcionários das duas cooperativas ainda prestavam depoimento à PF.

Fonte: PAULO PEIXOTO e RENATA BAPTISTA
AGÊNCIA FOLHA

Longa vida à base de soda cáustica e água oxigenada

OURO BRANCO – PF fecha cooperativas e recolhe amostras de leite em todo país

A Polícia Federal analisa amostras de leite vendido em todo o país depois da ação que descobriu ontem contaminação no produto que era comercializado para os Estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. A Operação Ouro Branco prendeu 27 pessoas ligadas a duas cooperativas nas cidades mineiras de Uberaba e Passos. Para aumentar o volume e o tempo de conservação, eram adicionadas ao leite longa vida substâncias como água oxigenada e soda cáustica.

A suspeita da PF é que a técnica tenha sido negociada e repassada a outras produtoras. Segundo os agentes federais, foram apreendidas notas fiscais de venda do leite da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) e da Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) para grandes empresas alimentícias, como as multinacionais Nestlé e Parmalat. Em nota, as empresas dizem não haver riscos no consumo de seus produtos.

Participaram da operação, além dos agentes da PF, promotores do Ministério Público Estadual e Federal. A fraude foi descoberta devido a denúncias de outras cooperativas e de ex-funcionários das empresas. Depois das denúncias, amostras de leite industrializado comprado das cooperativas foram analisadas.

- Foi constatado um nível de substâncias alcalinas acima do normal, o que torna o leite impróprio para consumo humano – contou o delegado Ricardo Ruiz da Silva, um dos coordenadores da Ouro Branco.

Nas sedes das cooperativas, os policiais apreenderam tonéis com substâncias usadas para batizar o leite. A Coopervale e a Casmil produziam 450 mil litros de leite por dia.

Técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – que ajudaram a PF nas análises – vão realizar novos testes com o leite recolhido. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária prefere esperar o resultado dos exames laboratoriais para decidir pela retirada ou não de produtos lácteos do mercado.

Fonte: Kayo Iglesias
Jornal do Brasil

27 presos por fraudar leite

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem 27 pessoas e desarticulou um esquema de crimes contra a saúde pública por meio da adição de substâncias químicas não permitidas ao leite longa vida, o que o tornava impróprio para consumo. Conforme as investigações do Ministério Público Federal (MPF), a Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale), em Uberaba, e a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), em Passos, são suspeitas de acrescentar ao leite soda cáustica (hidróxido de sódio) e água oxigenada (peróxido de hidrogênio).

As substâncias, de acordo com a PF, eram diluídas em água junto com outras, como citrato de sódio e ácido cítrico numa proporção de 10% do total, e usadas para aumentar a longevidade do produto, reduzindo sua acidez. O MPF alertou que as substâncias, se utilizadas em desacordo com os parâmetros químicos indicados, podem se transformar em poderosos agentes cancerígenos

Como parte da Operação Ouro Branco, foi determinado o recolhimento de amostras de leite longa vida em todo o País. Segundo a PF, notas apreendidas mostram que o produto adulterado era revendido pelas cooperativas para empresas como Parmalat e Calu, entre outras, que comercializavam o produto em embalagens próprias em todo território brasileiro. Procuradas pela reportagem, a Parmalat e a Calu negaram em nota adquirir leite dessas cooperativas.

Não há como, hoje, recolher todo produto que está no mercado porque as empresas recebem leite de várias cooperativas. Não há como saber, sem antes fazer uma análise, se o leite que está sendo vendido é impróprio para o consumo humano, observou o procurador Carlos Henrique Dumont.

A produção diária das cooperativas chegava a 400 mil litros (250 mil da Casmil e 150 mil da Coopervale). As Promotorias de Defesa do Consumidor em Uberaba e Passos determinaram a suspensão da produção e a apreensão dos estoques de leite de ambas. Dependendo das novas análises, a decisão pode ser mais abrangente, disse o promotor Cristiano Cassiolato referindo-se a uma eventual medida que leve à retirada de produtos das prateleiras.

Prisões. A PF informou no início da noite que cumpriu todos os 27 mandados de prisão temporária e realizou buscas e apreensões em diversos endereços nas cidades do Triângulo Mineiro e no sul do estado.

Entre os presos estão dirigentes da Coopervale e da Casmil apontados como possíveis chefes do esquema e funcionários das cooperativas. Em Passos, a PF vasculhou fábrica escritório e a residência do presidente da Casmil, Dácio Francisco Delfraro, que foi preso. Um químico responsável pela fórmula da substância também foi preso. Os nomes dos outros presos não foram divulgados.

Os agentes federais prenderam também dois funcionários do Serviço de Inspeção Federal responsáveis pela fiscalização das cooperativas em Passos e Uberaba. Obrigatoriamente ele (o fiscal) está dentro da empresa, acompanhando essa produção. Esse fiscal não tem como alegar que não sabia que o leite estava sendo adulterado, disse o delegado Willian Nascimento.

A estimativa do chefe da PF em Passos, Davidson Chagas, é de que os crimes eram praticados havia pelo menos dois anos.

Fonte: Eduardo Kattah
Agência Estado

27 PRESOS POR MISTURAR LEITE COM SODA CÁUSTICA

A Polícia Federal prendeu 27 pessoas suspeitas de adulterar leite longa vida integral usando soda cáustica e água oxigenada para aumentar o prazo de validade do produto. As duas substâncias utilizadas fora dos parâmetros químicos são cancerígenas. As cooperativas mineiras Coopervale e Casmil são suspeitas. Elas vendiam 400 mil litros de leite por mês para empresas de todo o País. A Associação de Supermercados aguarda informações para saber se o leite entrou no mercado baiano | ECONOMIA | PÁGINA 15

A doutora em ciências dos alimentos e professora da Universidade Federal da Bahia Maria Spínola Miranda alerta que o peróxido de hidrogênio (água oxigenada) pode acarretar males à flora intestinal, principalmente das crianças. Ingerido em grandes quantidades, pode causar ainda esofagite e gastrite. A substância danifica a membrana das células do estômago, provocando úlcera e erosão das paredes do órgão. Dependendo de sua concentração, pode até matar o consumidor.

Fonte: A Tarde/BA

* Propionato de clobetasol

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L………: Oi Hebert, tudo bem? Por acaso você tem algum material sobre o propionato de clobetasol?Procurei artigos sobre isso na internet, mas não consegui achar muita coisa. Talvez eu tenha procurado nos lugares errados. É uma pomada que um médico me receitou e que funciona bem, só que toda vez que outros médicos perguntam se eu uso algum medicamento, eles arregalam os olhos bem grande quando eu falo desse. Eu gostaria de saber, principalmente, a respeito de possíveis efeitos colaterais. Obrigada!

Propionato de clobetasol

 O propionato de clobetasol (21-cloro-9-fluor -11b,17-dihidróxi -16b -metilpregna-1,4-diene-3,20-dione 17-propionato Fórmula molecular: C25H32ClFO5) é um corticóide (explicação logo abaixo), comercialmente conhecido como PSOREX.

Geralmente, este medicamento é aplicado na forma de creme nos casos de doenças de pele tais como psoríase, eczemas, líquen plano e lúpus. Recomenda-se aplicar em uma pequena quantidade na área afetada, 1 a 2 vezes ao dia, até que ocorra a melhora.

Não recomenda-se usar por um período superior a 4 semanas ou em grandes áreas durante a gravidez. Crianças menores de 12 anos não devem utilizar. A utilização em face, regiões axilar e inguinal deve ser cuidadosa. Tratamento da psoríase requer acompanhamento cuidadoso. E não deve usar quem tem hipersensibilidade à droga.

Mesmo o medicamento sendo utilizado no tempo recomendado pode apresentar alterações locais como: ressecamento da pele, hipertricose, erupções acneiformes, hipopigmentação, dermatite perioral, dermatite de contato alérgica, infecção secundária, irritação, estrias e miliária, Síndrome de Cushing e supressão do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal com insuficiência glicocorticóide após retirada.

Corticóides

Os corticóides ou antiinflamatórios esteróides, são os antiinflamatórios mais eficazes disponíveis [e provavelmente uns dos mais vendidos]. Promovem uma melhora de várias manifestações clínicas. Embora possuam muitos benefícios, há risco de potenciais efeitos adversos vistos em vários tecidos orgânicos. Isto dependerá basicamente das doses empregadas e da duração do tratamento. Para casos agudos, geralmente a tolerância é boa, com os pacientes não apresentando qualquer problema. Para uso por longo tempo, porém, podem haver efeitos adversos graves.

A duração do tratamento com corticóides vai depender do tipo de doença básica que o paciente apresenta. Não há regra absoluta para seu uso. A eficácia dos corticóides nos processos inflamatórios reflete-se na diminuição da inflamação. As manifestações alérgicas também diminuem de modo satisfatório.

Efeitos adversos

Podem ocorrer efeitos adversos em casos de tratamento prolongado, como por exemplo a maior predisposição a infecções. São citados como efeitos adversos: redução da massa muscular, osteoporose, diabetes, úlcera péptica, modificações do humor e do psiquismo, edema, acúmulo de gordura na área posterior do pescoço (“pescoço de búfalo”) e na face (“face de lua”) e inibição do crescimento em crianças.

Em relação à gestação, a placenta é capaz de inativar os corticóides, não passando boa parte do remédio para o feto. Somente altas doses administradas à gestante podem provocar insuficiência adrenal no recém-nascido, que é reversível. Embora passem ao leite, não causam problemas para o bebê se as doses forem pequenas e administradas longe das mamadas.

Sabidamente, o uso crônico de corticóide traz inúmeros malefícios que interferem na qualidade de vida dos pacientes. Morbidades como intolerância a glicose, elevação dos níveis pressóricos, alteração do humor, osteopenia, osteonecrose, retenção de sódio, entre outras, nos levam a buscar outras opções de tratamento. Estudos recentes sugerem inclusive que o uso crônico de corticoesteróides, mesmo que em baixas doses, pode contribuir para perda irreversível de tecido cerebral em uma variedade de doenças auto-imunes.

Isso tudo no mínimo nos faz pensar:  tantos efeitos colaterais compensam sua utilização?  

Fontes:

* Adoçantes ( a pedidos)

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“A diferença do veneno e do remédio é a dosagem”.  Paracelso

 

aspartame

 Me  pediram para escrever algo sobre os adoçantes. Eu me considero muito suspeito para falar sobre o assunto. Isto se deve ao fato de eu ‘tentar seguir’ uma dieta naturalista. Eu  recomendaria a todos que não usassem adoçantes e nem mesmo açúcar.

 Caso não tenham escolha dêem preferência a adoçantes naturais tal como a ESTÉVIA. Enquanto aos demais, os utilizem com moderação -  tipo, 1 vez por década.

 Os principais adoçantes existentes no mercado apresentam como principais componentes o ASPARTAME  e o CICLAMATO DE SÖDIO. Alimentos com sabor adocicado (light ou diet) geralmente apresentam em sua composição estes adoçantes.
Bom, mas  tirem vocês suas próprias conclusões. Alguns textos que recomendo:
Aspartame é um agente cancerígeno, diz estudo da France Presse, em Paris  fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13443.shtml
         
O aspartame, usado para dar um sabor açucarado a mais de 6 mil produtos de baixa caloria, produz câncer em ratos, destaca um estudo científico que poderá levar à reavaliação dos riscos que esta substância representa.
A Fundação Européia de Oncologia e Ciências do Meio Ambiente B. Ramazzini (http://www.ramazzini.it), instalada em Bolonha, Itália, anunciou na sexta-feira que os resultados de um estudo feito com 1.800 ratos “mostram pela primeira vez que o aspartame é um agente cancerígeno”.
“A substância é capaz de provocar linfomas e leucemia em ratas, mesmo quando administrada em doses muito parecidas com a dose diária admitida para o homem”, diz o instituto em um comunicado.
“O estudo gera novas dúvidas sobre os vínculos em potencial entre a exposição ao aspartame e o câncer, embora confirme a ausência de ligação entre o aspartame e tumores cerebrais”, destacou nesta sexta-feira a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Alimentos (AFSSA).
“Estes resultados preliminares ainda devem ser confirmados antes que a Autoridade Européia de Segurança Alimentar (EFSA) faça uma reavaliação dos riscos ligados ao aspartame”, diz o comunicado da AFSSA.
A EFSA considerou “impróprio sugerir mudanças na dieta alimentar do consumidor com base nas informações disponíveis atualmente”.
Ciclamato de sódio e rim fetal
fonte: http://biblioteca.universia.net/irARecurso.do?page=http%3A%2F%2Fwww.scielo.br%2Fscielo.php%3Fscript%3Dsci_arttext%26pid%3DS1519-38292003000200003&id=644238
(…)
Investigações sobre efeitos de substâncias como o ciclamato de sódio na espécie humana são necessárias, pois além de substituir a sacarose, prejudicial em casos de diabetes ou no controle e redução do peso corporal, não propicia desenvolvimento de cárie dentária. Entretanto, vale ressaltar que pesquisas com animais de laboratório possibilitam obter, em pouco tempo e em condições controladas, informações a respeito do potencial tóxico de substâncias químicas sobre o organismo em desenvolvimento. Além disso, a maior parte das publicações de pesquisas sobre efeitos do ciclamato de sódio ocorreram nas décadas de 60 e 70, reduzindo-se posteriormente, em particular, devido à proibição do uso dessa substância pelo FDA dos Estados Unidos, em 1969.
Estudos sobre o efeito do ciclamato de sódio no rim e no fígado de fetos de ratas estão sendo realizados na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, SP, no período de maior teratogenicidade da espécie.
Resultados preliminares têm indicado nefrotoxicidade[1], retardo no desenvolvimento fetal e índice de maturação placentária reduzido.
Para saber mais:
  • 1. Stévia x aspartame

http://www.laleva.cc/pt/alimentos/stevia_aspartame.html

  • 2. Diabetes, diferenças entre diet e light

http://nutrinutri.wordpress.com/category/diabetes/

  • 3. Malefícios da Stévia

http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=3476

  • 4. Açúcar e outros perigos da alimentação moderna

http://www.drmarciobontempo.com.br/preview/artigos/artigo06/artigo06.asp

 


[1] é ocasionada por determinadas substâncias que podem gerar danos nos rins ao nível glomerular, tubular, intersticial e vascular. O rim tem características que o tornam vulneráveis a essas substâncias.

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