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Gripe Suína

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“Caso Isabela” – uma reflexão

“Caso Isabela” – uma reflexão

O Brasil e eu ficamos chocados com o “caso Isabela”. E com total razão. Como um pai, ou seja lá quem for, pode assassinar uma criança com tal brutalidade?  Questionei o porquê da enorme divulgação dada a este caso pelos órgãos de imprensa. Crimes como este nunca ocorreram? Nenhuma criança nunca foi assassinada? Por que tanta divulgação?!?!?

Será que a classe social a que pertencem os supostos criminosos, tem a ver com esta enorme divulgação? A classe média, os “ricos”, as elites, são por acaso intocáveis e perfeitos? Não sei a resposta, mas deixo aqui estas duas matérias que encontrei no jornal , para questionamento e reflexão. Qual foi a atenção dada a estas histórias pela mídia?

07/05/2008 – 12h22

Mãe diz ter afogado filho de 3 anos em caixa d’água em Cuiabá (MT)

da Folha Online

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u399448.shtml

Uma mulher de 27 anos afirmou ontem (6) em depoimento à polícia ter matado o filho de 3 anos afogado na caixa d’água de casa, em Cuiabá (MT). O corpo do garoto tinha sido encontrado por volta das 10h de ontem, por uma tia. Quando retornou para casa, no fim da tarde, a mãe foi presa e confessou o crime, de acordo com a Polícia Civil.

O crime teria ocorrido por volta das 20h de segunda-feira (5). Depois de tentar matar o filho e a si mesma ateando fogo ao corpo e abrindo a válvula do botijão de gás, a mulher, segundo o depoimento, foi à caixa d’água –de 1.000 litros– e afogou o menino, segurando-o pelos ombros. Ela diz que tentou se matar em seguida, mas não conseguiu ficar submersa.

No depoimento, a mulher teria afirmado que cometeu o crime sob comando de vozes que ela ouvia. Conforme a Polícia Civil, a mulher passa por tratamentos de saúde mental, e a médica dela, que foi à delegacia, pediu sua internação.

O pai da criança ainda não foi localizado

 

Bebê de 39 dias morre agredido pelo pai, em Londrina

O crime aconteceu na manhã de domingo em um assentamento na zona norte; à tarde, revoltados, vizinhos queimaram o barraco da família

05/05/2008 | 09:35 | Glória Galembeck – Jornal de Londrina http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=762941&tit=Bebe-de-39-dias-morre-agredido-pelo-pai-em-Londrina

Uma menina de 39 dias de vida foi morta, no domingo (4) pela manhã, depois de ser agredida com tapas e socos pelo próprio pai, em Londrina, Norte do Paraná. Edson da Silva Bernardo, de 25 anos, confessou ao delegado Lanevilton Thodoro Moreira, da Polícia Civil, ser o agressor. Ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado e deve ser mantido em cela separada para garantir sua segurança. Segundo informações da assessoria de imprensa do Hospital Infantil, onde o bebê Jussara da Silva Bernardo foi atendido, a criança sofreu fratura nos dois fêmures, trauma de crânio e luxação em um dos ombros.

O caso aconteceu em uma moradia de madeira, no assentamento Nossa Senhora Aparecida (zona norte). Segundo informações prestadas pela Polícia Civil, por volta das 5h30, a criança começou a chorar sem que o pai conseguisse fazê-la parar. Ele teria desferido tapas e socos contra o bebê. A mãe, Andréa Michele da Silva, de 24 anos, acordou e, ao ver a filha ferida, decidiu pedir ajuda. Eles foram até a casa de um vizinho, que chamou a ambulância do Samu.

A criança deu entrada no hospital por volta das 8h30 com quadro de parada cardíaca e foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Meia hora depois, morreu. Segundo a assessoria de imprensa, a equipe médica foi informada de que a criança teria aspirado leite e estaria engasgada. Ao verificar as fraturas e o traumatismo, porém, o Hospital Infantil comunicou o caso ao Conselho Tutelar. O procedimento é adotado nos casos em que a família relata uma situação que não corresponde ao estado clínico do paciente, independentemente de haver óbito ou não. Dada a gravidade do caso, a polícia também foi informada. Edson foi preso no hospital.

Segundo Moreira, o pai da criança relatou que faz uso de medicação controlada e aparentava estar confuso. “A mim ele confessou informalmente a agressão, mas afirma não se lembrar exatamente de como tudo aconteceu”, disse o delegado. A polícia vai solicitar que o pai passe por avaliação de sanidade mental. A mãe foi encaminhada para uma unidade que abriga vítimas de violência doméstica. Ouvida pelo delegado, ela nega que tenha sido agredida pelo marido

Pra quê televisão???

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 03/01/200804h13

Globo volta a apostar no erotismo

 barato com “BBB 8”

Por SÉRGIO RIPARDO
Editor de Ilustrada da Folha Online

A Globo evitou riscos na escalação dos 14 participantes da oitava edição do “Big Brother Brasil”, que começa na próxima terça-feira. Com base na divulgação das imagens e dos dados sobre os escolhidos, será, mais uma vez, um programa voltado para o erotismo barato.

Para vender a assinatura do programa na TV fechada, a Net escancara o espírito do reality show: o telespectador terá compactos de cenas de banho, barracos e os melhores closes nos corpos de sarados e gostosas.

Não é de se espantar a repetição do formato. A história da Globo mostra que, em momentos de crise no ibope, a baixaria é a fórmula mais adotada pelo canal para reagir, estimulando aquilo que os comunicólogos chamam de “cultura do grotesco”.

Em 2007, a Globo perdeu espaço para a Record, que também não é santa e vive injetando doses de erotismo em sua programação –cenas de sexo e violência enchem, por exemplo, as novelas do canal dos bispos.

A seleção do “BBB 8” descartou os elementos que possam, na visão da Globo, atrapalhar o cenário para o onanismo eletrônico. Nada de gente feia, gorda nem pobre à beira da piscina, lembrando que o Brasil é uma terra de mestiços, assalariados e gente fora dos padrões de estética ditados pela publicidade.

Talvez, o “gênio” e diretor do programa Boninho –aquele que se deixa flagrar em vídeo confessando o esporte de jogar ovos em prostitutas– merecesse uma resposta contundente do telespectador esclarecido. Desligue a TV.

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u359786.shtml

E para completar, uma música do Titãs:

Televisão

Titãs

Composição: Indisponível

A Televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
Oi! Oi! Oi!
Agora todas coisas
Que eu penso
Me parecem iguais
Oi! Oi! Oi!…

O sorvete me deixou gripado
Pelo resto da vida
E agora toda noite
Quando deito
É boa noite, querida….

Oh! Cride, fala prá mãe
Que eu nunca li num livro
Que o espirro
Fosse um vírus sem cura
Vê se me entende
Pelo menas uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala prá mãe!…

A mãe diz prá eu fazer
Alguma coisa
Mas eu não faço nada
Oi! Oi! Oi!
A luz do sol me incomoda
Então deixa
A cortina fechada
Oi! Oi! Oi!

É que a televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula
Junto dos animais…

Oh! Cride, fala prá mãe
Que tudo que a antena captar
Meu coração captura
Vê se me entende
Pelo menos uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala prá mãe!…

A mãe diz prá eu fazer
Alguma coisa
Mas eu não faço nada
Oi! Oi! Oi!
A luz do sol me incomoda
Então deixa
A cortina fechada
Oi! Oi! Oi!…

É que a televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula
Junto dos animais…

E eu digo:
Oh! Cride, fala prá mãe
Que tudo que a antena captar
Meu coração captura
Vê se me entende
Pelo menos uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala prá mãe…

Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
fonte: http://letras.terra.com.br/titas/49002/

* A mosca

retirado de: http://monjaisshin.wordpress.com

      “Que possamos todos aprender a parar de resistir a realidade como ela é, parar de brigar com o mundo, parar de tentar controlar o incontrolável. Que possamos todos encontrar a verdadeira Paz e Tranqüilidade. Que possamos todos abrir o Olho de Sabedoria e o Coração de Compaixão que gera a Ação Correta.”

Monja Isshin

* A força da vida – nostalgia

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         Quando ficava triste costumava escutar uma música do Renato Russo, “La forza della vita“. Ao escutá-la, cantava junto, em alto e bom som. Minha família que tinha que aturar os meus desafinos. Era assim que eu espantava a amargura. Hoje, por acaso a escutei novamente, e me lembrei de como ela me fazia bem.

La forza della vita (tradução)

Composição: Renato Russo

mesmo quando nos mandamos embora
por raiva ou por covardia
por um amor inconsolável
mesmo quando em casa é o pior lugar pra se viver
e você chora e não sabe o que quer
acredite, há uma força dentro de nós, meu amor
mais forte do que um relâmpago
do que este mundo louco e inútil
é mais forte do que uma morte incompreensível
e do que esta saudade que nunca nos abandona

quando você tocar o fundo com os dedos
de repente sentirá a força da vida
que o trará consigo
amor, você não sabe
você verá que há uma saída

mesmo quando você come com dor
e no silêncio sente o coração
como um barulho insuportável
e não quer se levantar
e o mundo está inatingível
e mesmo quando a esperança
já não for suficiente

há uma vontade que esta morte desafia
é a nossa dignidade, a força da vida
que não se perguta nunca o que é a eternidade
ainda que haja quem a ofenda
ou quem lhe venda o além.

quando você sentir que a segura entre seus dedos
você a reconhecerá, a força da vida
que o trará consigo
não se deixe partir jamais
não me deixe sem você

mesmo dentro das prisões
da nossa hipocrisia
mesmo no fundo dos hospitais
na nova doença
há uma força que cuida de você
e que você reconhecerá
é a força mais teimosa que há em nós
que sonha e nunca se rende

é a vontade
mais frágil e infinita
a nossa dignidade
a força da vida
meu amor, é a força da vida
que não se pergunta nunca
o que é a eternidade
mas que luta todo dia do nosso lado
enquanto não terminar

quando você sentir
que a segura entre seus dedos
você a reconhecerá
a força da vida

a força está dentro de nós
meu amor, cedo ou tarde, você a sentirá
a força da vida
que o trará consigo
que sussurra suavemente:
“veja quanta vida ainda há!”

 

* “A mudança de amanhã começa hoje”

Junior Achievement

O que posso falar dessa “gurizada”? Não sei mas vou tentar…..
  
No início…
éramos muitos
Com as dificuldades…
diminuímos em quantidade,mas aumentamos exponencialmente em qualidade.
Hoje…
somos perspicazes e perseverantes.
E amanhã?
Só a “Deus” compete.
Mas e a vitória?
Já é viver este momento!

* Receita infalível para virar incompetente

por Gilberto Dimenstein. 

“Crítico, polêmico e muito reflexivo”.

Uma das melhores notícias para a educação brasileira é a crescente sofisticação dos exames para entrar nas faculdades, exigindo mais reflexão e menos decoreba. Deve-se comemorar a mudança porque, afinal, os ensinos médio e até fundamental passam a estimular cada vez mais um currículo centrado na visão crítica do aluno e em sua capacidade de associar idéias e informações, conectadas a questões concretas.  
A USP acaba de divulgar sua intenção de fazer vestibulares seriados; ou seja, o estudante vai enfrentar três provas, uma ao fim de cada ano do ensino médio. Mais uma vez, se cobrará reflexão, o que exige formação geral. É o fim da mediocridade dos cursinhos e dos professores que ensinam matérias sem nenhuma ligação com outras matérias e, muito menos, com o cotidiano.
 
O que está em jogo não é fazer bons alunos, mas bons profissionais, capazes de sobreviver num mundo de inovações cada vez mais velozes e no qual se demanda a habilidade da auto-aprendizagem. O problema é que, muitas vezes, os professores estão longe, muito longe, do mercado do trabalho, e ficam ensinando coisas inúteis; seu poder deriva não da relevância do que ensinam, mas da nota e do vestibular.
 
Os novos vestibulares estão desmontando esse poder. O papel do professor deve ser o de gerenciador de curiosidades. Até porque todo o conhecimento disponível já está na internet.
 
Empanturrar a criança e o jovem com informações sem contextualização e, pior, sem que os alunos sejam protagonistas, é uma fórmula infalível para produzir, no presente, um ser humano infeliz diante dos prazeres da descoberta intelectual e, no futuro, um trabalhador incompetente. Ou um desempregado.

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u332716.shtml