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* Influências do meio ambiente na saúde da mulher

Como evitar substâncias que causam ruptura endócrina
por: Marianne Marchese (retirado do site: http://www.taps.org.br/Paginas/meiopoquim05.html)
No decorrer dos anos tem havido um aumento contínuo de doenças femininas, como câncer de mama, fibróides, endometriose, abortos e infertilidade. Houve aumento também dos casos de fibromialgia, síndrome da fadiga crônica e hipotireoidismo, que afetam principalmente as mulheres. Estudos comprovam que exposição a agentes químicos encontrados no meio ambiente como, por exemplo, pesticidas, herbicidas, inseticidas e subprodutos da indústria podem causar rupturas endócrinas nas pessoas. Substâncias que causam ruptura endócrina são todas aquelas que alteram o nível de atividade hormonal normal no organismo.Os produtos químicos sintéticos podem perturbar a atividade normal de fatores estrógenos e andrógenos, o hormônio tireoidiano e outros hormônios. Eles conseguem fazer isso ligando-se diretamente a receptores de hormônios, ativando-os e provocando uma cadeia de eventos, como se o próprio hormônio estivesse ligando-se ao receptor. O agente químico tóxico pode também ligar-se e ocupar o receptor, bloqueando a atividade hormonal normal, ou pode interferir com proteínas que regulam a atividade dos hormônios. Esses efeitos podem estar associados ao desenvolvimento de doenças.
Estamos expostos a compostos que causam ruptura endócrina na vida diária, quase sempre sem saber que estamos nos expondo. Encontramos resíduos de pesticidas nas frutas e verduras à venda nas prateleiras dos supermercados. Os produtos animais — além de hormônios e antibióticos — contêm dioxinas e compostos similares à dioxina. Alguns peixes contêm altos níveis de mercúrio e pesticidas. Os produtos químicos usados como plastificantes em produtos de PVC (policloreto de vinila) podem prejudicar o sistema reprodutor feminino. São muitos os produtos domésticos feitos de PVC, entre eles, toalhas de mesa, cortinas de chuveiro, brinquedos infantis, equipamento médico de plástico e embalagens de alimentos. Os recipientes plásticos de alimentos e condimentos podem emitir agentes químicos nocivos. Compostos que causam ruptura hormonal são encontrados tanto na água proveniente de poços quanto na da rede de distribuição urbana, proporcionando mais uma forma de exposição. Compostos tóxicos também são inalados ou absorvidos através da pele por contato com a maioria dos produtos de limpeza domésticos, cosméticos, perfumes, lavagem a seco, carpetes, assoalhos de vinil, copiadoras, cola de madeira, desodorantes de ambiente, colchões, xampus e assim por diante.
Alguns dos compostos mais comuns que causam ruptura endócrina incluem dioxinas, bifenis policlorinados, bisfenol-A, ftalatos, pesticidas, formaldeídos e metais pesados. Todos comprovadamente causam efeitos nocivos à saúde da mulher. Há muitos outros agentes químicos compostos e subprodutos no meio ambiente que também são tóxicos.
As dioxinas são subprodutos produzidos pela incineração industrial e pela combustão. Resultam da fabricação de produtos que contêm cloro — como pesticidas e conservantes de madeira — e do branqueamento de papel. As dioxinas persistem no meio ambiente durante anos e acumulam-se na cadeia alimentícia. As dioxinas reduzem os hormônios tireoidianos e a testosterona e produzem efeitos tanto estrogênicos como anti-estrogênicos. As dioxinas estão vinculadas à endometriose e à disfunção tireoidiana nas mulheres, assim como aos crescentes índices de natimortos.
Os bifenis policlorinados (PCBs) são utilizados como líquidos refrigerantes, lubrificantes e isolamento para equipamentos elétricos, assim como em tintas, plásticos, corantes, madeira e borrachas. Os PCBs acumulam-se na gordura humana e na cadeia alimentícia; são encontrados em rios e lagos. Os PCBs enfraquecem o sistema imunológico, afetam o desenvolvimento neurológico, atuam como estrogênio e afetam a função tireoidiana.
O bisfenol-A é um composto encontrado nos plásticos. É usado na fabricação de discos compactos, garrafas de plástico, revestimento de latas de alimentos e selantes dentais. Ele passa do plástico para os alimentos e para o meio ambiente. O bisfenol-A produz efeitos similares ao estrogênio sobre as células cancerosas da mama receptoras de estrogênio.
Os ftalatos são aditivos do plástico que o torna forte, macio e flexível. A maioria dos suplementos é acondicionada em plástico feito com ftalatos. Eles são usados em forros de carpete, tintas, colas, repelentes de insetos, spray para cabelos e esmalte de unhas. Os ftalatos também são usados em produtos como loções, tintura para cabelo, xampus e desodorantes, além de serem utilizados na fabricação de medicamentos entéricos com revestimento. Os ftalatos causam rupturas hormonais e podem impedir a ovulação e a produção de estradiol, assim como contribuir para a síndrome do ovário policístico. Em ratos, os ftalatos causam aborto espontâneo e defeitos congênitos.
Pesticidas nocivos, como o DDT e seu metabolito DDE, foram proibidos nos Estados Unidos, mas seus efeitos continuam no meio ambiente. O DDT é um inseticida usado na agricultura e contra mosquitos. Ele possui efeitos estrogênicos e anti-androgênicos, assim como efeitos sobre a percepção. Os pesticidas têm sido vinculados à infertilidade, aborto espontâneo e câncer de mama. O DDT ainda persiste no meio ambiente, acumulado no tecido adiposo e na cadeia alimentar.
O formaldeído é um composto cujos vapores causam depressão, fadiga, memória fraca, dores de cabeça, asma, tosse, erupções cutâneas e muitos outros problemas. É encontrado em xampus, condicionadores, cosméticos, materiais de construção, artigos de limpeza, carpetes, produtos de papel, plásticos e um sem-número de outros produtos. Tem sido vinculado à perda de fertilidade, ao aborto espontâneo e à endometriose.
Há vários metais pesados que podem ser considerados causadores de ruptura endócrina e são relacionados a muitos problemas de saúde da mulher.A exposição a níveis baixos de cádmio está associada a um aumento do risco de osteoporose e fraturas. Exposição de baixa a moderada ao chumbo pode aumentar o risco de abortos espontâneos. Existe também uma ligação entre a exposição a mercúrio, manganês e chumbo e uma redução da fertilidade.
Um estudo realizado por P.D. Darbe e publicado em 2004 no Journal of Applied Toxicology (Vol. 24, nº1), detectou alta concentração de parabenos em tumores de mama. Este fato é muito significativo, devido à quantidade de parabenos e metilparabenos a que as mulheres estão expostas todos os dias. Os parabenos — conhecidos causadores de ruptura endócrina — são utilizados como conservantes em milhares de cosméticos, alimentos e produtos farmacêuticos, inclusive cremes hormonais.
Avaliação
Avaliar se o problema de saúde da paciente é ou não causado por exposição ambiental começa no consultório com um histórico detalhado — um cronograma dos sintomas da paciente, do local onde ela morava e trabalhava quando apareceram os sintomas e quando ela se sentiu bem pela última vez. Um histórico detalhado — incluindo residência, ocupação, passatempos e estilo de vida — pode ajudar a identificar possíveis agentes a que a paciente ficou exposta ao decorrer do tempo. Testes podem fornecer informações valiosas sobre exposições recentes, assim como sobre compostos retidos no organismo. Testes de metais pesados, pesticidas, solventes, ftalatos e outros compostos são realizados em diversos laboratórios.
Como evitar
É importante estar familiarizado com a ligação entre os problemas de saúde da mulher e as toxinas ambientais, a fim de orientar as pacientes sobre o que fazer para minimizar a exposição a esses agentes. Evitar compostos que causam ruptura endócrina começa com as escolhas feitas no lar e nas lojas.
  1. Compre frutas e verduras orgânicas, cultivadas sem pesticidas, herbicidas, adubos sintéticos ou hormônios.
  2. Compre frutas e verduras frescas sempre que possível. Evite alimentos enlatados.
  3. Compre carne, ovos e laticínios orgânicos, isentos de hormônios. Evite a gordura do animal.
  4. Compre produtos de animais criados no pasto.
  5. Como as toxinas (por exemplo, o mercúrio) se acumulam na gordura do peixe, coma somente peixes que não foram criados em confinamento, mas que são oriundos de rios, lagos ou mares de água limpa.
    (Visite o site www.ewf.org.br para obter uma lista de peixes com menores teores de mercúrio).
  6. Beba água filtrada de garrafas ou copos de vidro em vez de garrafas de plástico.
  7. Use sabonetes, detergentes e artigos de limpeza naturais, sem produtos químicos ou perfume.
  8. Use controle natural de insetos em seu jardim em vez de pesticidas e herbicidas para o seu gramado.
  9. Quando fizer reformas, procure materiais de construção saudáveis.
  10. Ao entrar em casa, tire os sapatos para não trazer resíduos para dentro.
  11. Use cosméticos e produtos de higiene naturais/orgânicos, sem ftalatos e parabenos.
  12. Procure uma lavanderia que lave roupa a seco sem produtos tóxicos.
  13. Evite os plásticos tanto quanto possível.
    a) Guarde os alimentos em recipientes de vidro ou     cerâmica.
    b) Não esquente alimentos em recipientes de     plástico ou cobertos de plástico.
    c) Compre condimentos em frascos de vidro em     vez de plástico.
    d) Use cortina de chuveiro de fibra orgânica em     vez de plástico.
    e) Leve sacolas de pano para colocar seus     mantimentos em vez de sacos plásticos.
    f) Troque as venezianas de plástico por cortinas de     pano.
    g) Use cabides de metal em vez de plástico.
Leitura
  1. “O Futuro Roubado” de Theo Colborn, L&PM Editores, Porto Alegre, 1997, 354 p
  2. “Living Downstream” de Sandra Steingraber, Vintage, New York, EUA, 1998, 374 p

Websites
www.cheforhealth.org (The Collaborative on Health and the Environment)
www.nottoopretty.org (Poisoned Cosmetics, Not Too Pretty)
www.noharm.org (Heath Care Without Harm)
www.healthytomorrow.org (Alliance for a Healthy Tomorrow)
www.thegreenguide.org (The Twin Cities Green Guide)

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Fonte: Dra. Marianne Marchese é médica naturopata, (awomanstime@aol.com )

* A química nos utensílios de cozinha

Na cozinha, como em outras partes de nossa casa, ocorrem inúmeras reações químicas, das quais nem sequer nos damos conta. Aproveitando o gancho de uma discussão que tive em sala, apresento mais um capítulo do formidável ‘mundo da química’, utilizando como eixo propulsor os utensílio de cozinha.

Pedra sabão

Pode liberar cálcio, ferro magnésio e manganês, minerais importantes para o organismo.
Pode liberar níquel, metal tóxico, se não for curada (para isso, unte a panela por dentro e por fora com óleo vegetal refinado, encha com água em temperatura ambiente e leve ao forno, a 200oC, por duas horas; retire do forno quando esfriar totalmente; repita o procedimento antes do primeiro uso).
Redobre a atenção na hora de limpá-la: com o tempo o material pode ficar poroso e restes restos de alimento, favorecendo a proliferação de microorganismos.

Ferro

Libera ferro, que ajuda a prevenir a anemia, tornando-a especialmente indicada para grupos com necessidade do mineral, como atletas, crianças, gestantes e vegetarianos. Também pode liberar manganês.
Evite guardar alimentos nela por muito tempo, já que a liberação excessiva desses metais pode comprometer o sabor da comida e causar desconforto intestinal.
Não use para cozinhar vegetais como cenoura e chuchu, que podem ficar muito escuros.
Para higienizá-las e prevenir a ferrugem, lave, seque com pano ou papel absorvente, finalize na chama do fogão e, depois de fria, unte com óleo vegetal.

Aço inoxidável

Material composto por ferro, cromo e níquel, além de outros metais em quantidades menores.
Libera pequenas quantidades desses minerais nos três primeiros usos. Depois a migração passa a ser insignificante.
Para evitar a ingestão do níquel ferva água nos três primeiros usos. Depois disso ela esta pronta para o uso.
Para evitar que a panela escureça, não use cloro nem água com sal na limpeza, apenas água e detergente neutro.

Antiaderente

Evita que o metal de sua estrutura, geralmente alumínio, migre para o alimento.
Há hipótese de que o material quando exposto ao calor e em contato com proteínas forme compostos indesejáveis. Por isso é recomendável evitar preparar neles alimentos com alto teor protéico (ovo e carne).
Para não riscar o ou remover o antiaderente, evite polir com esponja, use apenas espátulas plásticas ou de madeira e não deixe a panela vazia na chama do fogão por muito tempo em altas temperaturas.

Vidro

Não libera metais. Esse material é recomendado para guardar alimentos por longo período.
Tome cuidado para não queimar a comida, já que esse tipo de panela aquece de forma rápida e não aquece por igual (o lado esquenta primeiro).
Utilize para frituras e evite usar em preparações com baixo teor de água,que tendem a ressecar.

Alumínio

Assim como o vidro , é um bom material para preparar frituras
Libera alumínio, cuja influencia na saúde humana ainda é controversa. Alguns procedimentos podem diminuir a migração.
Antes do primeiro uso ferva água algumas vezes até aparecer uma marca escura no interior do utensílio. Não tente remover a mancha com esponja ou vinagre.
Evite ferver água, cozinhar ou armazenar alimentos ácidos e aquosos, como iogurte ou molho de tomate.
Evite polir a parte interna com esponja ou limpá-las com substancias como vinagre ou limão.

Esmaltada

O esmalte evita a migração dos metais que constituem a panela. Por isso é um bom material para guardar alimentos.
Não use utensílios fabricados antes de 1985, pois, pela inexistência de legislação à época, a tinta pode conter metais tóxicos.
Para não riscar o ou remover o esmalte, evite polir com esponja, use apenas espátulas plásticas ou de madeira.

Cerâmica

Não use cerâmicas antigas, artesanais ou decorativas para preparar alimentos. As tintas e os vidrados (produtos que Server para vitrificar o material) usados até a decada de 80 podem conter chumbo e cádmio, que são metais tóxicos.
Quando novo, é um bom recipiente para guardar alimentos.

Barro

Antes de usar, cure o utensílio para que ele fique mais impermeabilizado: adicione de duas a três colheres (sopa) de óleo refinado, leve ao forno e desligue quando a fumaça começar a escurecer.
Evite usar preparação com baixo conteúdo de água, pois elas tendem a ressecar.

Cobre

Evite-as. A migração de cobre para alimento pode fazer muito mal a saúde, caso consumido em excesso. É recomendada a que são revestidas internamente com titânio, antiaderente ou aço inoxidável por não apresentares problemas.

Plástico

Libera algumas substâncias, cuja influência na saúde humana ainda é controversa. Evite armazenar alimentos por longos períodos nestes recipientes.

Textos retirados de:
“Toxicologia dos metais pesados” disponível em: <http://www.mundodoquimico.hpg.ig.com.br/toxicologia_dos_metais_pesados.htm> Capturado em 10 de junho de 2007.
MARCHESE, M. “Influências do meio ambiente na saúde da mulher – Como evitar substâncias que causam ruptura endócrina” disponível em: <http://www.taps.org.br/Paginas/meiopoquim05.html> Capturado em 10 de junho de 2007.
WOLKE, R.L ; “O que Einstein disse a seu cozinheiro 2: mais ciência na cozinha”; tradução, Maria Inês duque estrada – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005
WOLKE, R.L ; “O que Einstein disse a seu cozinheiro 1: a ciência na cozinha: (inclui receitas)”; tradução Helena Londres – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003
Folha de São Paulo de 13 de abril de 2006 – Saúde na panela